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Aconteceu na noite desta quarta-feira (12/12), no auditório da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a prestação de contas do Observatório Social de Campo Mourão. Um bom público – constituído principalmente por lideranças da comunidade, vereadores atuais e eleitos, profissionais liberais, empresários, representantes de órgãos públicos e de outras instituições – se fez presente ao evento.
A abertura foi com a execução do Hino Nacional e a apresentação da legislação que legitima a atuação do Observatório Social, como a Constituição Federal e também a Lei de Acesso a Informação. Foi a segunda reunião semestral de prestação de contas à comunidade realizada pela entidade mourãoense, que possui um Grupo Gestor que promove reuniões mensais para deliberações de ações e avaliações.
À convite do presidente do Observatório Social de Campo Mourão, Eloi Bonksoki, o presidente do Observatório Social do Brasil, Ater Cristófoli, fez uma explanação sobre a disseminação da entidade no país. Cidades de 12 estados brasileiros já contam com Observatório Social. No Paraná já são 28 e no país são 66, com um elevado número de outras unidades em fase de implantação.
Ater Cristófoli afirmou que em municípios mais organizados e com administrações mais transparentes a relação entre o Observatório Social e o poder público local é melhor. Citou o caso do bom entrosamento existente, por exemplo, em Toledo. A Prefeitura chegou a instalar duas câmeras na sala onde são realizados os pregões para que a comunidade possa acompanhar – via internet – todas as licitações realizadas, ficando inteirada de onde e como estão sendo aplicados os recursos públicos. O presidente do Observatório Social do Brasil adiantou ainda que a meta é implantar indicadores de gestão pública para que se possa melhor avaliar a atuação dos governos municiais, inclusive permitindo comparações.
Acompanhamento
O encontro prosseguiu com a apresentação de gráficos referentes as licitações realizadas pela Prefeitura de Campo Mourão, Fundação de Esportes, Fundação Cultural e Câmara de Vereadores entre maio e novembro deste ano. Zuleide Giraldi revelou que entre o valor máximo estipulado nos editais de licitação e o valor contratado, a economia foi superior a R$ 3 milhões (25 por cento). Explicou que o valor economizado daria para pagar o salário de 317 policiais durante quatro anos ou construir duas super creches como a edificada no jardim Batel. Ou então para pagar o salário de 122 professores ao longo de três anos.
A integrante do Grupo Gestor do Observatório Social de Campo Mourão alertou ainda para o elevado número de dispensas de licitações – inclusive comparando com outros municípios -, falou sobre a atuação da entidade na mobilização de empresas para que participem das licitações.
Outros dois integrantes do Grupo Gestor usaram da palavra. Nelson Botega falou sobre a concorrência pública aberta pela Prefeitura de Campo Mourão – depois suspensa – para a contratação de uma empresa para executar a manutenção da iluminação pública, num contrato milionário. Por sua vez, Miguel Teodorovicz discorreu sobre o Mandado de Segurança impetrado contrato o Município em razão da recusa em fornecer informações e cópias de documentos ao Observatório Social e do recente acatamento de denúncia pelo Tribunal de Contas do Paraná referente a última concorrência pública para o transporte escolar realizada pelo Município de Campo Mourão.