Luto: Morre Padre José Kalsing

O Pe. José Edwin Kalsing, 85 anos, faleceu por volta das 10h de hoje (16), no Hospital São Marcos de Campo Mourão, onde estava internado desde quinta-feira (12/6). Seu corpo será velado na Catedral São José. Haverá missa às 19h de hoje (16) e às 7h da manhã de amanhã (17). A missa corpo presente será amanhã, terça-feira (17), às 13h. Em seguida, seu corpo será sepultado no jazigo dos padres, no Cemitério São Judas Tadeu de Campo Mourão.

Há alguns anos, o Pe. José residia no Seminário Diocesano São José.

Padre José

O Pe. José Edwin Kalsing nasceu no dia 29 de novembro de 1928, em Porto União, SC. Filho de Jose Leopoldo e Maria Luiz Kalsing. Até os 14 anos de idade viveu na casa de seus pais, na área rural, a 24 km da sede do município de Porto União. Na época, ajudava seus pais no trabalho agrícola.

Aos 14 anos de idade, ingressou no seminário em Irati, PR. Ele também estudou em Santa Bárbara, MG; Petrópolis, RJ; São Leopoldo e Viamão, no Rio Grande do Sul. Até 1955, três anos antes de sua ordenação presbiteral, o Pe. José pertenceu à Congregação da Missão (Lazaristas). A partir dessa data, passou a ser diocesano.

Sua ordenação diaconal foi no ano de 1958. A ordenação presbiteral foi no dia 10 de agosto, do mesmo ano, em Porto Alegre, RS.

Trabalho

Após a ordenação, trabalhou em Piritiba, Abdon Batista, Ponte Alta do Sul, Piratuba e Lages, todas no estado de Santa Catarina. Na diocese de Campo Mourão, o Pe. José Edwin Kalsing trabalhou na paróquia Nossa Senhora Aparecida de Janiópolis, durante 8 anos, e auxiliou na catedral São José. Durante alguns anos também trabalhou nas dioceses de Maringá, 4 anos, e Paranavaí, 6 anos.

Em Lages, o Pe. Kalsing se dedicou mais ao magistério. Lecionou e foi diretor de colégio. Também trabalhou na orientação educacional de Santa Catarina, atividade que exigia viagens para diversas partes do estado.

Entrevista

Em entrevista ao Jornal Servindo, em 2012, o sacerdote falou de várias recordações dos 10 anos que permaneceu em Abdon Batista, SC, como a instalação de um hospital que funcionava na casa paroquial, feito com material conseguido, junto à comunidade. O carro da igreja buscava o médico uma vez por semana. Trabalhou na organização de cooperativa e, na área da educação, trouxe uma congregação de irmãs religiosas, com formação para lecionar em um colégio para 200 alunos, construído no distrito de Abdon Batista.

O padre lembra ter passado a noite, transportando doentes para a sede do município, que ficava a 50 km do distrito, através de estradas precárias. Às vezes procuravam o padre, no meio da noite, para ir até bares resolver problemas de brigas, pois não havia policiais no distrito.

Sobre a vocação, Pe. Kalsing disse que, quando criança e adolescente, sempre admirou a vida de padre. “Ser padre é um trabalho de pastoral, um trabalho religioso, para ajudar as pessoas a alcançar o Reino de Deus”, disse o Pe. José, que acrescentou que é uma maneira interessante de valorizar a vida, pois o trabalho é mais espiritual. “Como padre, trabalhei em vários setores, como na renovação catequética, em Lages, percorrendo o território onde atualmente há 4 dioceses”, explicou. Ao longo de sua vida também trabalhou com Cursilhos de Cristandade, Renovação Carismática Católica e outros.

“Nunca trabalhei sozinho. Sempre havia padres, freiras, missionários e leigos que trabalhavam comigo”, concluiu o Pe. José Kalsing, em entrevista ao Jornal Servindo, em 2012.