Longe de tudo, população do Avelino Piacentini cobra atenção do poder público

Mutuários do Conjunto Avelino Piacentini listam reivindicações que gostariam de fazer ao poder público. Os pedidos já foram encaminhados à Prefeitura pela presidente da Associação de Moradores, Maria Porfírio, que diz que os atendimentos acontecem devagar. Os problemas considerados mais importantes pelos moradores estão relacionados à distância do bairro, que fica depois do Jardim Tropical II.

Por causa dessa distância, a aposentada Severina Barboza, 58, conta que tem que ir até o posto de saúde do Jardim Tropical, localizado a cerca de dois quilômetros de sua casa. E se para ir ao posto ela resolver usar o Transporte Coletivo, ela afirma: “De manhã é muito cheio o circular; vão muitas pessoas de idade de pé”. Além disso, Severina reclama do atendimento da unidade: “O médico atende em cinco minutos”.

Para a dona de casa Simone Valentin, 28, o que está faltando no bairro é uma escola, um posto de saúde e uma creche. “É tudo muito longe”, diz.

A moradora Verônica Franklin, 37, concorda com Simone e acrescenta que falta em algumas ruas uma lombada, pois “à noite tem motoqueiros loucos que dão até medo”. Ela afirma que não é muito difícil conseguir consultas no posto de saúde mais próximo, mas que “dependendo do exame, demora”. Verônica, que tem filho pequeno em escola, longe dali, relata que paga uma Van para que ele possa estudar.

A diarista Angelita Barboza, 54, – que mora há dois anos no bairro, portanto desde sua fundação – aponta para a falta de um postinho de saúde, uma creche, uma escola e mais segurança. Para ela a Polícia Militar podia passar mais vezes no bairro. “Tem badernas com motos e barulho à noite”, conta.

A primeira presidente da Associação de Moradores do bairro, Maria Porfírio, 52, confirma essas reivindicações e ressalta que já houve outras que foram atendidas. Entretanto, para ela, tudo está acontecendo muito devagar. “A iluminação melhorou, o orelhão veio, mas faltam lombadas, tem bueiros entupidos, falta cobertura nos pontos de ônibus… a população quer posto de saúde, creche e escola que foram prometidos para nós”, lembra.

Mas a presidente também fala do que já há de bom no bairro. “Vai melhorar muito. Nós somos de certa forma, privilegiados; a gente já pegou um bairro com água, esgoto, asfalto e até aquecedor solar, que tem ajudado muito. Eu tenho a baixa renda, então a minha luz tem vindo zerada”, comemora.

A reportagem tentou contato com o secretário de Assuntos do Governo, José Gilberto de Souza, para que a Prefeitura se pronunciasse acerca das reivindicações, mas o contato não foi possível em seu departamento ou pelo celular do secretário.