Lei da Palmada: divergentes discutem diálogo e agressão
Tramita no Senado, o projeto de Lei (PLC 58/2014) conhecido como Lei da Palmada. Se aprovada, a Lei dará direito a crianças e adolescentes de serem educados sem o uso de castigos físicos. Em enquete realizada pelo Tasabendo.com, as mães divergem: quem é a favor, valoriza o diálogo; quem é contra enfatiza: “Não confundir com espancamento”.
Contra a Lei
Ana Nicole, 34, é contra o projeto, pois, acredita “que toda criança deve ser educada com algumas palmadas sim”. Janete Teixeira, 53, complementa que “não pode bater para machucar e nem na frente dos outros. Uma palmada ou duas ajuda a educar”. Além disso, ela acredita que educar bem é atribuir responsabilidades à criança e impor respeito. “Mas não precisa exagerar”, explica.
Para Odete Nogarolli, 45, dar palmadas é decisivo na educação. “Para mim criança que não apanha não é educada. Antigamente a gente apanhava e respeitava pai e mãe”. Para ela, não se deve machucar a criança, mas lembra que em sua infância quando chegavam visitas em sua casa, ela e os irmãos já sabiam que deviam ir brincar no quintal. “Não entrávamos nas conversas dos adultos como as crianças fazem hoje”, critica.
A favor da Lei
Andrea Souza, 28, que tem uma filha de oito anos, entende que “o diálogo é a melhor ferramenta para a educação de uma criança. Violência gera violência!”, exclama. Adriana Aparecida de Mello, 35, concorda e completa que “bater só deixa mais revoltada a pessoa… concordo com a Lei, porque bater não resolve e dialogar é o meio mais eficaz”.
Na opinião de Adelaide Schvab, 60, “dar um castigo de alguns minutos já serve como um modo de orientação”. Ela conta que ter apanhado quando criança lhe deu certa revolta. Então, não quis fazer o mesmo na educação de seus filhos. “Meus filhos foram criados com mais diálogo e hoje eu estou satisfeita com eles”, ressalta.