Instituto Corpore propõe solução sustentável para resíduos hospitalares

Nesta quarta-feira, 27, a consultora do Instituto Corpore e enfermeira Bruna Litron se reuniu com a enfermeira-chefe da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Tatetu, Alessandra Piccinato para verificar as ações que a entidade tem realizado no município, onde é parceiro no Programa da Saúde da Família (PSF) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O encontro aconteceu na própria unidade, em Alambari (SP).

Dentre os trabalhos, as enfermeiras destacaram o projeto em execução que utiliza materiais recicláveis para as seringas e fitas (usadas para medir o índice de insulina) de diabéticos. Alessandra explica que, até então, os pacientes do posto de Tatetu jogavam suas seringas e fitas no lixo comum, o que não é adequado, visto as questões ambientais e a possível contaminação de quem manuseia esses materiais. “Na maioria das vezes os lixeiros não usam luvas na coleta”, alerta a profissional.

A enfermeira da Unidade Básica de Saúde (UBS) fala que passou a orientar os pacientes diabéticos a depositar as agulhas das seringas em garrafas pet. “Uma das minhas pacientes perguntou o que ela deveria fazer com a agulha. Na hora sugeri que ela usasse uma garrafa de refrigerante, pois quase todo mundo tem o hábito do consumo e tem fácil a embalagem em casa. Disse a ela também para que quando a garrafa tivesse um pouco mais da metade cheia ela trouxesse para nós e que daríamos o fim adequado”, descreve.

Alessandra conta que os pacientes acabavam misturando as fitas de medição de insulina. “Colocavam as sujas de sangue com as que ainda seriam usadas, as limpas”. Então, ela começou a distribuir pequenas caixas de papelão, nas quais são depositadas as fitinhas usadas pelos pacientes que depois são encaminhadas para o hospital.

Para a enfermeira Bruna essas orientações são essenciais, pois além de aproveitar o material reciclável, evita o descarte inadequado do material de insulina. “Há toda uma questão ambiental em torno disso. Também envolve a saúde e os riscos de contaminação”, comenta.

A proposta do Instituto Corpore é implantar um gerenciamento de resíduos na unidade, que ainda não tem uma separação eficaz do lixo hospitalar. “Depois dos pacientes, têm os funcionários. Eles vão ter que identificar os lixos, separá-los em reciclável; não-reciclável; contaminante ou infectante (algodão com sangue); químico (frascos de remédios) e perfuro-cortante (agulhas)”, comenta Bruna.

Amanhã, dia 28, os diabéticos da UBS de Tatetu participarão de uma palestra promovida pelo Instituto, com o objetivo de esclarecer o uso da insulina e a importância da preservação da mesma, assim como a necessidade de estabelecer horários específicos para o medicamento. A próxima palestra, ainda sem data marcada, será sobre drogas, voltada para os adolescentes de Alambari. “Estamos atendendo vários casos de jovens drogados aqui na unidade”, atenta Alessandra.

O Instituto Corpore é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), tem sede em Matinhos (PR) e escritório operacional em Campo Mourão (PR). Trabalha nas áreas de Saúde, Meio Ambiente, Educação e Saneamento Básico nos estados do Paraná e São Paulo.