Impasse entre IAP e a Polícia Ambiental impede fiscalização II

Ministério Público quer a renovação do acordo

O Ministério Público (MP) do Paraná encaminhou um ofício ao governador Beto Richa destacando a importância do convênio e sugerindo sua pronta renovação. O MP não quis dar entrevista à imprensa para comentar o problema e se limitou a responder por meio de nota. Afirmou que “é necessária e urgente a renovação do convênio diante da relevância desta atuação integrada nas fiscalizações e no cumprimento da legislação florestal”.

Já o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) promete se manifestar somente depois da renovação do acordo, mas não informa uma data para que isso ocorra.

A reportagem tentou falar, durante quatro semanas, com o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto. O secretário de Meio Ambiente do Paraná e presidente do Conselho Estadual de Meio Ambiente, Jonel Nazareno Iurk, também foi procurado. Por meio da assessoria de imprensa, disse que não iria comentar o assunto por não “ter base técnica sobre o documento”. O secretário disse que só depois de conhecer as bases do convênio entre a Polícia Ambiental e o IAP é que poderia se manifestar.

Uma fonte, que preferiu não se identificar, mas é ligada a Faep e representa os agricultores na região de Campo Mourão, informou que os sindicatos dos produtores não querem a Polícia Ambiental fiscalizando questões ambientais. Segundo o líder, o produtor rural não é bandido e não precisa de polícia na sua propriedade. O representante defendeu a contratação imediata, por parte do governo do estado, de engenheiros e técnicos que, com conhecimento, façam esse trabalho.

Com informações da Gazeta do Povo