Helton Borges mantém voto; remanejamento do orçamento da prefeitura terá que passar pela Câmara
O vereador Helton Borges (PSD) manteve o voto do primeiro turno e Câmara de Campo Mourão zera o remanejamento do orçamento da prefeitura, ou seja, toda a destinação do dinheiro público precisa antes ser apreciado pela Câmara de Vereadores. Helton Borges disse que não falou com ninguém da prefeitura. ‘Eu mantive meu voto porque ninguém veio me dizer que isto atrapalha o desenvolvimento do município. Se não atrapalha, então porque não deixar tudo mais claro, com a Câmara sabendo, como já tem sido, onde o prefeito está usando o orçamento’, comentou o vereador.
Com o seu voto, Helton Borges ‘quebrou’ a manobra esquematizada para dar liberdade ao prefeito de gastar 20% do orçamento da prefeitura sem passar pela Câmara. Nesta segunda-feira, em primeiro turno de votação, o presidente da Casa de Leis, Eraldo Teodoro (PMDB), mudou a maneira como os vereadores tem votado os projetos, e pediu para que fosse votado nominal, assim ele também poderia votar e, no caso de empate, já contando com o próprio voto e com os votos de Ademir Franco de Lima (PSL), Nelita Piacentini (PMDB), Edoel Rocha (PDT) e Helton Borges, o presidente teria o poder de desempatar. Mas não foi o que aconteceu. Com o voto de Helton, toda a destinação do orçamento precisa ser aprovada pela Câmara.
O projeto, da maneira como o executivo mandou para a Câmara, autorizava o prefeito a usar cerca de R$ 34 milhões sem ter que passar pela Câmara. Quando o projeto passou pela Comissão de Finanças e Orçamentos, comandada por Beto Voidelo (PPS), juntamente com Saul Sachetti (PMDB) e Helton Borges, a comissão resolveu zerar, ou seja, manter como tem sido nos últimos anos, tudo precisa ser analisado e aprovado pelos vereadores.
(Fernando Lorenzzo)