Greve de funcionários da Oi pode deixar clientes sem manutenção de serviços

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Os clientes da empresa de telefonia OI podem ficar sem profissionais para executar serviços de instalação de telefones, rede móvel, internet e manutenção de tv a cabo.

Os trabalhadores da empresa RM Telecom, terceirizada desse setor, estão com as atividades paralisadas por tempo indeterminado.

Há um ano, a empresa briga judicialmente contra o reajuste anual dos trabalhadores, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Instalações Telefônicas do Estado do Paraná (Sintiitel).

Em Campo Mourão, cerca de 20 grevistas se reúnem em manifesto na frente da empresa, que fica na Avenida Irmãos Pereira.

A determinação da greve geral aconteceu na tarde de ontem após novo recurso entrado pela empresa no Tribunal Regional do Trabalho. O Sintiitel que representa a categoria, afirmou que a greve afeta todo o estado do Paraná.

De acordo com o diretor jurídico do Sintiitel, Hélio Valentim, o dissídio de 2014/2015 que a empresa deveria ter negociado não aconteceu e encontros no TRT já somam 18 audiências e no Ministério Público do Trabalho outras três. “Eles se negam a pagar o mínimo regional e estamos tentando negociação há muito tempo. Nossos trabalhadores estão revoltados com o descaso e, por isso, dessa greve por tempo indeterminado”, explica.

Durante reuniões, a decisão judicial que deveria ter sido acatada pela empresa é de reajuste do INPC de 6,08%, mais 3% de aumento real sobre o salário mínimo regional. O vale refeição passaria dos atuais R$ 13 para R$ 14,84, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 400 e reajuste de 8% dos aluguéis dos carros usados pelos profissionais. A RM, segundo o Sindiitel, se nega a pagar aumento real aos trabalhadores e entrou com um novo recurso.