Fundação Educere divulgada números da incubadora de empresas da

A incubadora de empresas da Fundação Educere – Pesquisa e Desenvolvimento, mantida pela empresa Cristófoli Biossegurança (de Campo Mourão), encerrou 2013 com 15 novos empreendimentos industriais atendidos. Sete dessas empresas já foram graduadas: surgiram e funcionaram na incubadora até alcançar auto sustentabilidade, atualmente funcionando em outros espaços. As outras oito empresas estão instaladas na incubadora, onde desenvolvem equipamentos e se estruturam.

Os números foram divulgados no início desta semana pela Fundação Educere, que foi fundada em 1998. As empresas oriundas da incubadora terminaram 2013 com a geração de 208 empregos diretos e um faturamento de R$ 31,16 milhões, o que representa um crescimento de 28 por cento na geração de empregos e de 29 por cento no faturamento em relação a 2012.

Se comparado há cinco anos atrás, os números de 2013 representam um aumento de 205 por cento na geração de empregos e de 500 por cento no faturamento dessas empresas. Em termos de mortalidade de empresas, o índice apresentado pela incubadora é de 6 por cento.

As incubadoras de empresas têm o papel de estimular e apoiar os novos empreendedores em seus negócios. O cenário nacional para esse tipo de empreendimento é bastante expressivo. Segundo pesquisa realizada em 2011 pela entidade mais representativa do setor – a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC) – existem no país cerca de 384 incubadoras, que já graduaram mais de 2.500 empresas e cujo faturamento ultrapassa os R$ 4 bilhões.
Diferenciada

Ainda de acordo com as conclusões da pesquisa da ANPROTEC, a grande maioria das incubadoras de empresas do país está ligada a universidades. Logo em seguida vem as incubadoras vinculadas a governos municipais.

A incubadora de empresas da Fundação Educere se destaca por ser mantida exclusivamente com recursos privados e por estar intimamente ligada a uma escola técnica de formação de jovens que também faz parte da estrutura da instituição. Com cursos de eletrônica básica e desenho mecânico industrial para jovens entre 14 e 17 anos, a escola acaba por suprir parte considerável da demanda por novos talentos na indústria regional. “Todas as empresas desenvolvem inovações tecnológicas para o mercado, o que exige capital humano com experiência nesse tipo de atuação”, explica Eduardo Akira Azuma, um dos diretores da entidade.

Além de contornar o problema do chamado apagão de talentos, outro efeito dessa aproximação entre setor produtivo e escola técnica é a possibilidade do jovem empreender o montar o próprio negócio.
Case

Um dos cases mais recentes da instituição é da empresa Lizze Equipamentos, fundada por Sidimar Rocha dos Santos, que entrou para a escola técnica da instituição aos 14 anos e trabalhou por 8 anos na empresa Cristófoli Biossegurança, antes de montar a própria empresa.

‘Começamos com dois funcionários: apenas eu e a minha irmã, que trabalhou de graça por meses antes da empresa começar a faturar. A ideia inicial era comercializar equipamentos para a área de estética na odontologia. Por alguns obstáculos em relação à Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa), decidimos mudar de segmento, passando a atuar na área de equipamentos para estética, salões de beleza e cabeleireiros’, salienta Sidimar dos Santos.

Atualmente a empresa tem um faturamento de mais de R$ 9 milhões ao ano, comercializa para todos os estados brasileiros, possui 54 colaboradores e prepara-se para a construção de novo parque fabril. A meta da empresa é lançar quatro novos equipamentos ao ano e se estabelecer em toda a América Latina.

Sobre a proximidade entre a escola e a incubadora de empresas, o empresário finaliza: ‘A passagem pela escola técnica da Fundação Educere foi fundamental, pois ela abriu meus horizontes em relação ao conhecimento técnico, pois estudei eletrônica e também pela possibilidade de abrir a minha própria empresa e poder gerar tantos empregos