Festa Junina no Instituto do Rim anima pacientes

Festa anima pacientes, que dançam com funcionárias do local – Foto: Clodoaldo Bonete/Tasabendo.com

O mês de junho é sempre aguardado com expectativa pelos pacientes que realizam o tratamento de hemodiálise no Instituto do Rim em Campo Mourão. É que todo ano, no mês junino, acontece a tradicional Festa Junina entre os cerca de 150 pacientes atendidos no local.

Quem aprecia mais a festa já vem vestido a caráter, inclusive a equipe administrativa, técnicos e enfermeiros do Instituto do Rim, que trocam o jaleco branco pela roupa xadrez. A festa junina, criada há dez anos, é uma forma de propiciar momentos de descontração e confraternização entre o grupo, que por se encontrar toda semana no local já mantém laços antigos de amizade.

Músicos com viola, violão e gaita animam a festança, que também oferece doces para todos, por meio de parceiros, que preferem não ser identificados. Antonio José da Silva, 63 anos, faz o tratamento de hemodiálise há dez meses e gostou da festa. “Para mim foi uma novidade boa e vejo que todos gostam. Como gosto de cantar e tocar sanfona, já aqueci um pouco a voz antes de iniciar a sessão de hemodiálise”, disse ele.

São dois dias de festa para atender a todos os pacientes. A assistente social do Instituto do Rim, Nilza Josefina de Oliveira disse que a festa virou tradição por conta do entusiasmo de todos. “Quando iniciamos, até tivemos certo receio de que não desse certo, mas a aceitação e satisfação de todos foi tão grande, que a festa junina já entrou no 10º ano. É uma forma de trazer alegria a eles, e elevar a autoestima, já que todos vivem uma rotina dura de tratamento. Alguns até pedem para que a festa seja realizada mais vezes ao ano”, conta ela.

O cadeirante Cleiberton Ruela, de 39 anos, é atendido há um ano no Instituto do Rim e participa pelo segundo ano da festa junina. Hoje ele já veio trajado de caipira e no clima da festa. “Vim de ‘cumpadre’ para arrumar uma prenda”, brinca. Ele considera o evento importante para os pacientes. “Vejo essa festa com uma forma de tornar o tratamento menos agressivo, pelo menos por um dia.”