Falta de sinalização e esgoto são as reclamações mais comuns do Jardim Nossa Senhora Aparecida
Entre as várias queixas dos moradores do Jardim Nossa Senhora Aparecida a mais comum é em relação à falta de sinalização e ao resultante número elevado de acidentes. Mas a população também reclama de estar longe da maioria dos serviços públicos municipais e estaduais.
Para a dona de casa Marina Mateus, 57, o bairro está longe de tudo e o serviço de saúde é precário. “Aqui não tem postinho de saúde, não tem colégio, não tem nada. Quando a gente precisa de postinho vai lá no do Paulista. Mas tem dia que tem médico, tem dia que não tem, tem dia que atende e tem dia que não atende. É precário como em todo lugar”, analisa. Ela complementa que seus netos vão estudar no Centro da cidade e que todo mundo do bairro vai estudar longe.
Apontando à falta de sinalização, Lucia R. Ribeiro, 56, sugere que o município implante lombadas no bairro. Ela, que mora numa parte baixa do bairro, também reclama que a sujeira e a terra da parte superior vão parar em frente de sua casa quando chove. “As bocas de lobo tem muito lixo parado e terra. Falta limpeza das bocas de lobo”, enfatiza. Para Lúcia também é urgente que a Prefeitura faça o serviço de esgoto chegar no bairro.
O esgoto e os problemas com as fossas são a única reclamação da dona de casa Maria do Carmo Lima, 67. “Já faz mais de 25 anos que cheguei no bairro e a gente cansa de viver furando fossa. Quando cheguei tive problemas com fossas aqui. Desbarrancou a minha fossa até à casa do vizinho. Tivemos que resolver imediatamente. Na casa da minha filha corre o risco do quarto dela cair na fossa. Eles que cobrem, mas que tenha esgoto”, pede.
Morador há 11 anos no bairro, o aposentado Francisco Barros, 70, diz ter presenciado muitos acidentes no bairro por falta de sinalização. Na sua opinião este é o maior problema da localidade.
Simone Aparecida Santos, 35, conta que gosta de morar no bairro, mas lista algumas mudanças que faria no lugar da prefeita Regina Dubay. “ Seria muito bom colocar uma academia da terceira idade aqui no bairro, que a gente também poderia usar. Era bom construir um 24 horas aqui na região, pois o 24 horas do Lar Paraná é muito longe. E falta asfaltar a última rua do bairro, perto da rodovia”, propõe.
Para o comerciante Vanderlei Vitor de Souza, 33, falta melhorar a sinalização, colocar quebra-molas e fazer novas calçadas no local. Ele elogia o serviço de saúde do posto do Jardim Paulista e a segurança do bairro, pois segundo ele, “está sempre passando uma viatura em sua rua”.
Moradoras da Avenida Paraná, as cunhadas Rosana Duarte dos Santos, 32, e Marli Santos Cezar, 42, são a favor de que se coloque lombadas naquela avenida que com cerca de um quilômetro não tem qualquer redutor de velocidade. Elas dizem que falta um posto de saúde no bairro, um colégio e até mesmo uma igreja católica. Segundo Marli, no posto do Jardim Paulista é demorado para marcar consultas com especialistas.
A queixa também é comum à dona de casa Sueli Farias dos Santos que diz que no bairro é tudo longe e uma consulta pode demorar até dois meses para ser agendada.