Falta de segurança e saúde estão no topo das reclamações no Conjunto Mendes
Problemas como a falta de segurança, de saúde, de uma praça, de limpeza nos bueiros e de um barracão comunitário estão nos relatos dos moradores do Conjunto Mendes. A exemplo de outros bairros da região do Lar Paraná, as queixas sobre o atendimento do posto de saúde e a dificuldade de conseguir médicos especialistas estão no topo das reclamações.
A aposentada Cacilda Vaz da Silva, 67, diz que é preciso melhorar o atendimento do posto de saúde. Ela afirma que a saúde está fracassada. “Fui no postinho com minha filha que estava com dor de ouvido e o médico que tinha já tinha atendido a cota dele naquele dia. Daí me mandaram para o 24 horas. O remédio que foi receitado não tinha no posto, tive que comprar”, narra.
A costureira Maria Terres, 33, diz que a segurança está muito ruim e que falta a polícia passar mais vezes no bairro. Ela também reclama da saúde. “Aqui em casa a gente está lidando com problemas de saúde e demora muito para agendar consulta, principalmente com especialista”, conta.
Morador do bairro há 25 anos, o carpinteiro Cícero Gomes, 56, aponta que falta uma praça para o bairro, apesar de existir espaço no bairro para isso. Ele também sente falta de um barracão comunitário e uma creche no bairro, visto que há muitas crianças. Segundo ele, “as bocas de lobo, quando não estão entupidas, estão sem tampa”. Cícero enfatiza que os políticos só aparecem no bairro em época de eleição e diz que para conseguir consulta no posto de saúde é precisa formar fila às 4h da madrugada.
Na opinião da dona de casa Greice Kelly de Souza, 23, o bairro tinha que ter um espaço para as crianças brincarem. “No campo de futebol do bairro só podem brincar os adultos… as crianças brincam na rua”, critica. Greice também diz que falta médico no posto de saúde e que falta desentupir as bocas de lobo.
Para Camila Serbay, 20, falta segurança no bairro, que está muito violento. Sobre a saúde ela afirma que no posto do Cohapar “eles nem marcam mais consulta, tem que ir lá e ficar esperando na fila. Mas eles só atendem 16 consultas por dia. Se não for cedo não consegue uma vaga. Tem que ir de madrugada. Medicamento também falta”.