Entre escuta, ciência e afeto: a atuação de Elena Rosa na psicologia da infância e adolescência

Em tempos de tantas exigências emocionais, pressões por desempenho e mudanças aceleradas, a saúde mental deixou de ser um tema periférico para ocupar lugar central na vida das famílias. É nesse cenário que se destaca o trabalho da psicóloga clínica Elena Maria Rosa Senetra, 37 anos, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental na infância e adolescência e mestre em Ensino nas Ciências da Saúde. Há mais de cinco anos atuando em consultório próprio, Elena construiu uma prática clínica marcada pela escuta qualificada, pelo rigor científico e por um olhar profundamente humano sobre o desenvolvimento emocional.
Uma trajetória construída com trabalho e propósito
A história profissional de Elena começa cedo. Desde os 16 anos no mercado de trabalho, atuou como secretária, auxiliar de dentista e, mais tarde, percorreu diferentes cargos na área administrativa, chegando à função de gerente de Recursos Humanos e, posteriormente, à experiência de empreender com a própria empresa.
Durante a graduação em Psicologia, conciliou trabalho e estudos, realidade que, segundo ela, marcou profundamente sua formação. “Essa vivência me ensinou sobre responsabilidade, empatia e resiliência, aspectos que hoje fazem parte da minha prática clínica”, relata. O caminho acadêmico seguiu com especialização e mestrado, sempre conectando psicologia, educação e saúde.
Mais do que respostas prontas, construção de recursos internos
No consultório, Elena não promete soluções imediatas. Seu trabalho se baseia em ajudar o paciente — especialmente o adolescente — a compreender pensamentos, emoções e comportamentos, desenvolvendo recursos internos para lidar com desafios emocionais, familiares e sociais.
A terapia, explica, oferece clareza, autonomia emocional, estratégias práticas para o cotidiano e, sobretudo, um espaço seguro de autoconhecimento e mudança. “Cada pessoa é única. O processo terapêutico respeita a subjetividade, os valores e as potencialidades de cada um”, afirma.
As dores mais frequentes e os desafios contemporâneos
Desde o início da atuação clínica, algumas demandas se repetem: ansiedade, conflitos familiares, baixa autoestima, insegurança, dificuldades escolares e a sensação constante de não dar conta das expectativas externas. Nos últimos anos, essas questões se intensificaram com o aumento de quadros de esgotamento emocional, dificuldades de atenção, uso excessivo de tecnologia, crises de identidade e problemas nos vínculos sociais e familiares.
Apesar de o debate sobre saúde mental estar mais presente, Elena observa que ainda há resistência em procurar ajuda, especialmente quando o sofrimento está relacionado à depressão. O estigma e a crença de que é preciso “aguentar sozinho” ainda atrasam a busca por cuidado. Estudos também indicam maior resistência à psicoterapia entre homens e pessoas mais idosas, enquanto adolescentes e famílias têm buscado acompanhamento com mais frequência.
Tempo, processo e evolução
Não existe um prazo fixo para a alta terapêutica. O tempo de acompanhamento varia conforme a demanda, os objetivos e o momento de vida de cada paciente. Pequenos avanços — como maior consciência emocional ou melhora na comunicação — podem surgir já nas primeiras semanas, enquanto mudanças mais profundas se constroem ao longo do processo.
Elena destaca que a depressão pode estar associada a outros transtornos, como ansiedade e dificuldades de sono ou autoestima, e que o tratamento adequado, quando necessário integrado a outras abordagens como medicação e atividade física, tende a trazer melhora significativa quando individualizado e bem acompanhado.
A profissão, os desafios e as recompensas
Para quem pensa em seguir a carreira de psicólogo, Elena descreve uma profissão “profundamente humana”, que exige estudo constante, ética, responsabilidade emocional e autocuidado. “É desafiadora, mas extremamente significativa. Sou apaixonada pela Psicologia e sempre serei entusiasta da profissão”, afirma.
Entre os desafios diários estão lidar com o sofrimento humano, manter-se atualizada cientificamente, respeitar os limites do processo terapêutico e cuidar da própria saúde emocional. Já os momentos mais marcantes são aqueles em que o paciente reconhece sua própria transformação: quando volta a sonhar, retoma projetos, melhora relações ou aprende a se acolher.
Adolescência: um cuidado que precisa ser especializado
A grande marca do trabalho de Elena está no atendimento ao adolescente e na orientação às famílias. Sua formação clínica, aliada à experiência educacional e ao aprofundamento acadêmico no mestrado, permite uma compreensão consistente da comunicação — elemento central na intervenção com esse público.
“Adolescência é uma fase intensa, sensível e muitas vezes mal compreendida. Exige preparo técnico, sensibilidade e constante atualização”, destaca. Para ela, cuidar do adolescente é também cuidar das relações que o sustentam. Por isso, o acompanhamento familiar faz parte essencial do processo terapêutico.
Missão e diferencial
A missão de Elena Maria Rosa Senetra é clara: caminhar ao lado do adolescente com respeito, acolhimento e habilidade clínica, oferecendo um espaço ético e seguro de desenvolvimento emocional. Mais do que tratar sintomas ou diagnósticos, seu trabalho busca compreender a pessoa em sua totalidade — história, contexto, afetos, valores e potencialidades.
Com escuta sensível, fundamentação científica e uma paixão evidente pela Psicologia e pela adolescência, Elena defende que é possível viver essa fase de forma mais leve e saudável. “Quando há orientação adequada, escuta qualificada e cuidado psicológico humanizado, a adolescência pode se tornar uma base sólida para uma vida adulta mais equilibrada e resiliente”, conclui.
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