Empresários conhecem incoerências e distorções do pedágio no Paraná

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Diretores e técnicos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), além de renomados profissionais que já realizaram estudos aprofundados sobre a implantação e cobrança de pedágio nas rodovias que integram o Anel de Integração, reuniram-se com empresários de lideranças de Campo Mourão e da região na noite desta quinta-feira (3/9). O encontro, organizado pela Coordenadoria Regional da Fiep, aconteceu no auditório da Associação Comercial e Industrial (Acicam).

Os integrantes da caravana da entidade que congrega os industriais do estado estão participando de encontros nas principais cidades paranaenses para alertar sobre as articulações em andamento para que os contratos com as empresas concessionárias que exploram o pedágio do Anel Integração – que vence somente em 20121 – sejam prorrogados, antecipadamente. Um ponto defendido é de que seja mantido o sistema de pedágio, por acreditarem que o poder público já deu mostras da incompetência para manter as rodovias em bom estado. Porém, clamam por tarifas justas e transparência.

Os encontros que estão sendo realizados nas mais diferentes regiões do Paraná têm por objetivo transmitir informações às lideranças sobre como foi o processo de implantação do Anel de Integração. Desde disposições contratuais que retardaram a execução de investimentos e contribuíram para que o estado tenha um dos pedágios mais caros do país a imbróglios com o governo, decisões unilaterais do governo e vários outros problemas.

Também foram apresentadas informações referente à implantação mais recente de pedágio pelo governo federal em outros estados, onde as tarifas cobradas dos usuários são substancialmente inferiores as cobradas no Paraná. Foi salientado ainda que nesses estados, as concessionárias estão sendo obrigadas a fazer os maiores investimentos logo no início dos contratos, enquanto no Paraná os investimentos em duplicação – por exemplo – são bem menores e foram deixados para a fase final dos contratos.

Outro ponto discutido é que estudos realizados pelo Tribunal de Contas do Paraná em duas das empresas concessionárias apontaram problemas, mas o trabalho foi suspenso. Também foi ressaltado que a Assembleia Legislativa já criou três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI’s) sobre o assunto. Por outro lado, ações que tramitam na Justiça caminham lentamente ou estão paradas, em razões de manobras diversas.

O movimento defende a realização de nova concorrência pública para exploração das rodovias do Anel de Integração, com modelos de contratos mais coerentes. Foi explicado que esses contratos são classificados como de terceira geração e redundam em maiores e mais rápidos benefícios para a população. Na reunião que aconteceu na Acicam foi informado que na licitação realizada pelo Governo do Estado para a exploração do Anel de Integração, nos anos 90 do século passado, a escolha das empresas não foi pelo critério de menor preço da tarifa, mas pela extensão de trechos de vias de acesso as rodovias pedagiadas a serem mantidos pelas concorrentes.