Dia do Indio: “Gostaríamos de melhor estrutura em Campo Mourão”

India faz artesanato para garantir renda em Campo Mourão – Foto: Divulgação

Hoje comemora-se o Dia do Indio, data escolhida para homenagear uma ampla diversidade de povos que tiveram papel fundamental na formação cultural e étnica da população brasileira. Estando aqui muito tempo antes de os colonizadores europeus e dos escravos africanos, a população indígena desenvolveu uma rica cultura formada por diversos costumes, línguas e saberes que ainda se mostram vivos no interior da sociedade brasileira.

Em Campo Mourão, eles se instalaram em um terreno, nas proximidades do BIG Supermercados, há pelo menos dois ou três anos. No local ergueram várias barracas, onde confeccionam artesanatos, dia e noite, para vender. Enquanto os índios caminham longe em busca de bambus e taquaras, as índias cuidam das crianças nos barracos e tecem os artesanatos.

Elas também saem nas ruas para vender os produtos. A presença dos indígenas no meio urbano, sem nenhuma estrutura, acaba causando reclamação de moradores vizinhos, que cobram uma solução do poder público.

O mau cheiro pela falta de condições mínimas de higiene (principalmente pela falta de banheiro), gera transtornos. Recentemente, um representante da FUNAI (Fundação Nacional do Indio) esteve na prefeitura para tratar do assunto e tentar resolver o problema.

Ontem, enquanto o grupo formado por cerca de 20 indígenas se preparava para retornar para a aldeia, em Manoel Ribas, onde todo ano acontece uma grande festa para celebrar a data de hoje, a reportagem do Tasabendo.com conversou com um de seus representantes, que se identificou por Rodrigo Camargo, 42 anos.

Ele disse que as famílias indígenas gostariam que a prefeitura providenciasse um local para que o grupo permanecesse instalado. “O maior problema aqui é a falta de banheiro. Se a prefeitura de Campo Mourão cedesse um local com banheiro e água ajudaria muito, como fizeram em Maringá, que possui a casa do índio”, afirma Camargo.

Segundo ele, o retorno a Campo Mourão agora será apenas em agosto. Nos próximos meses, o grupo pretende permanecer em Maringá. “Já vendemos bem nossos artesanatos em Campo Mourão e agora vamos passar um tempo em Maringá, que possui melhor estrutura”, disse ele, ao destacar que cada cesto de maior porte, custa R$ 40,00. “Vendemos pelo menos quatro desses por dia em Campo Mourão, o que nos ajuda muito nas compras de mercado. Muita gente também faz doações de alimentos.”