De professor a vendedor de verduras

(Marcos de Souza) “Não me adaptei com os alunos da época e desisti”, conta o professor de geografia, Celso Jair Batichotti, formado pela Faculdade de Ciências e Letras de Campo Mourão, na turma de 1995. “Perdi o interesse pela profissão logo no primeiro ano em sala de aula”, diz o professor.

Morador em Araruna e filho de agricultor, plantador de tomate, o professor se identificava com a vida no campo e além de plantar a hortaliça, passou a vender para ajudar o pai que tinha dificuldades na comercialização.

Logo o negócio cresceu e o produtor percebeu que a venda era mais rentável que a produção. A falta de tempo para produzir atrapalhava e levou o pequeno empreendedor a comprar fora e vender no varejo.

Mas verdureiro queria ser diferente. Então fez uma adaptação numa carreta e passou entregar o produto de casa em casa, dando prioridade ao atendimento personalizado aos clientes. Teve que ampliar o leque de produtos, incluindo frutas, para atender a exigências da clientela.

Frutas sempre fresquinhas

Hoje o comerciante tem 250 clientes fiéis que uma vez por semana consomem das suas frutas e verduras. De acordo com o pequeno empreendedor, os ganhos, que ele não quis revelar, superam e muito os valores recebidos como professor. “Hoje consigo manter as duas filhas em colégio particular e tenho uma boa vida”, acrescenta.

Segundo o verdureiro, o segredo para o sucesso com a atividade está na qualidade oferecida. As frutas e verduras antes de ser embaladas passa por um processo de separação e só depois de selecionada vão recebem as embalagens.

“Descobri um jeito diferente e gostoso de ganhar a vida. Trabalho a hora que quero e do meu jeito”, confidencia o professor. Ele garante que não se arrepende de ter deixado a sala de aula.