Davidoff abre as contas da Santa Casa, mas não garante a reabertura do PA

(Marcos de Souza) O presidente da Santa Casa, Paulo Adriano Davidoff, convocou a imprensa e prestou contas da saúde financeira do hospital na manhã dessa quinta-feira(17). Numa entrevista coletiva que durou duas horas, Davidoff, disse que as dívidas da Santa Casa foram todas quitadas e que hoje o hospital não tem débitos pendentes, exceto o empréstimo de R$ 5 milhões de reais, junto à Caixa Econômica Federal. “Sanamos as dívidas e agora temos que adotar uma estratégia para equilibrar as receitas e despesas do hospital daqui para frente”, explica Davidoff.

O presidente deu detalhes do que foi feito com os cinco milhões que entraram no caixa da Santa Casa e deixou em aberto a contabilidade do hospital para quem quiser conferir as notas dos pagamentos. “Os documentos estão disposição”, reafirma.

Davidoff pretende equilibrar as contas para que o hospital não caia na armadilha financeira dos últimos anos. Segundo ele, o dinheiro empregado nos plantões do pronto atendimento foi um dos problemas. “Não é só os plantões, mas boa parte das dívidas que o hospital contraiu em 2012, por exemplo, foram com o pagamento dos profissionais plantonistas”, lembra.

Quanto ao restabelecimento do pronto atendimento, suspenso desde o dia 10 novembro do ano passado, Davidoff, informou que há possibilidade de voltar a funcionar. Mas, de acordo com ele, há a necessidade de alguém bancar os recursos para mantê-lo. O presidente mostrou uma planilha de profissionais e materiais, necessários para o plantão do pronto socorro que atende as exigências dos órgãos que fiscalizam esse tipo de serviço. “Hoje as receitas seriam de R$ 242 mil reais, mas as despesas totais ultrapassam R$ 520 mil reais. Quem vai bancar esse déficit? Enviamos essas planilhas para a Secretaria Estadual de Saúde e estamos aguardando o parecer do secretário, Michele Caputo Neto” esclarece o presidente.

Davidoff não sabe quando será reaberto o pronto atendimento. ‘Esperamos que os órgãos responsáveis pelo repasse de recursos para a saúde, possam perceber a necessidade do serviço de pronto socorro à comunidade da região e se sensibilize, disponibilizando verbas para o funcionamento do pronto atendimento o quanto antes’, cobra o presidente.