Criança perde parte do dedo em acidente na escola

(Marcos de Souza) Na última quarta-feira, dia 13 de março, um acidente na Escola Municipal Florestan Fernandes, o Caic, mudou a rotina de K.C., uma mãe que preferiu não se identificar, mas contou a história para nossa equipe de reportagem.

Afilha dela, de apenas dois anos de idade, perdeu parte do dedo num acidente, dentro da sala de aula.

Segundo a mãe, a criança participava de uma atividade com outros alunos quando um menino prendeu o dedo da sua filha na porta. A menina foi levada ao hospital, junto com a avó, já que mãe não foi localizada no momento do acidente.

Crianças recebe os cuidados da mãe

No hospital a criança foi medicada e, de acordo a mãe, o médico fez um enxerto, mas não garantiu a recuperação do membro da menina, devido à gravidade do ferimento.

Na segunda-feira(18), cinco dias depois, vendo que o dedo não melhorava e a filha reclamava de dores, a mãe a levou de volta ao hospital e o médico informou que era preciso amputar o membro para evitar complicações. “Fiquei chocada com a notícia, mas não pude fazer nada”, conta a mãe indignada.

O dedo foi amputado e K.C., alega que houve descuido na escola e por isso aconteceu o fato. Ela também reclama do comportamento da criança que provocou o acidente. “Alguém tem que tomar providência para não acontecer de novo”, pede K.C.

O outro lado

A Secretaria Municipal de Educação nega que ouve negligência na escola. A professora Thatiani Fell, da Divisão de Assistência ao Educando, informou que ao saber do acontecido, deslocou-se rapidamente até a escola e tomou todas as providências referentes ao caso. “Estava num treinamento no Imape e cheguei o mais rápido possível, no caminho já avisei o hospital da gravidade do acidente”, comenta Fell.

A chefe do Departamento de Ensino, da Secretaria de Educação, Gismonia Santiago de Souza, relata que a mãe e a criança receberam toda a atenção necessária.

De acordo com a chefe, as acusações da mãe não procedem, apontando uma regulamentação do Conselho Estadual de Educação que exige, para o maternal 2, uma professora para cada 8 crianças. “No dia do incidente uma professora e uma estagiária cuidavam de 16 alunos na sala de aula”, argumenta Gismonia Santiago. “Também estamos chateados com o fato. Não podia ter acontecido”, lamenta. A professora alega que esse é o primeiro acidente grave registrado na rede municipal de ensino e que o município esta a disposição da família para qualquer ajuda necessária.

Fotos: Marcos de Souza