Criação de associação para autismo foi defendida em audiência
O relato de pais de crianças, jovens e adultos portadores do transtorno do espectro autista sobre a dificuldade de diagnóstico e de atendimento especializado em Campo Mourão marcou a audiência pública que a Comissão Permanente de Saúde, Educação e Segurança Pública da Câmara de Vereadores realizou na tarde desta terça-feira (5/8) para tratar da questão. Durante praticamente três horas, a tônica foi a necessidade de se criar uma organização não governamental na cidade para prestar o atendimento especializado a esse clientela de Campo Mourão e cidades vizinhas.
Um dos convidados para a audiência foi o empresário e jornalista José Antônio Moscardi, que durante quase duas décadas presidiu Associação Maringaense de Autismo (AMA). Ele relatou a forma de atuação da entidade, como aconteceu a estruturação da associação e a origem dos recursos utilizados na manutenção. Atualmente, a AMA é presidida pelo médico mourãonse Hasan Fahmi Hasan Juda.
Também participaram da audiência representantes das secretarias municipais da Educação e da Saúde, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e do movimento surgido recentemente na cidade que reúne familiares de portadores da síndrome que residem em Campo Mourão, bem como de diversas instituições e outros órgãos públicos.
Um bom público participou do evento e José Moscardi enfatizou que a criação da associação em Campo Mourão certamente terá o apoio do poder público e da comunidade. Cerca de 20 portadores da síndrome em Campo Mourão já foram cadastrados e a maioria frequenta a Rede Municipal de Ensino. No Paraná, existem três associações do gênero: em Maringá, Curitiba e Londrina.
A realização da audiência pública foi proposta pelo vereador Pedrinho Nespolo (SDD), através de requerimento aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal no final de junho.