Construindo uma vida de trabalho
Uma vida na qual as primeiras atividades de trabalho começaram com seis anos de idade sob a supervisão de um pai presente e exigente. Uma vida em que a rotina de muito trabalho segue até hoje, depois da aposentadoria. Essa é a história contada por Dirceu Antonio de Almeida, aos 66 anos, o proprietário da loja de material de construção Casa Nova, localizada na Avenida John Kennedy, no Lar Paraná.
Dirceu nasceu a nove de dezembro de 1946, no distrito de Piquirivaí, em Campo Mourão, onde seu pai teve o primeiro armazém do local. Morou lá com a família até os seis anos, quando seu pai comprou um terreno no município de Boa Esperança, na região da Comcam. Lá permaneceram até 1959, data em que voltaram para Campo Mourão.
Aos 12 ou 13 anos Dirceu foi aprendiz de sapateiro, depois trabalhou na Casa das Tintas, Casa Rosa, atuou como vidraceiro e eletricista. Todas essas atividades foram executadas por pouco tempo. Nesse meio tempo casou-se. Em seguida trabalhou na loja de tecidos Nossa Senhora Aparecida e numa serraria no município de Pitanga até quando a madeira retirável acabou. Foi então realizar outras atividades em Palmas e Flor da Serra, divisa com Santa Catarina.
Voltando para Campo Mourão foi trabalhar nas Lojas Pernambucanas durante dois anos. De lá trabalhou como vendedor viajante para um atacado de Maringá, na região de Campo Mourão. Trocou aquela empresa pelo Armarinhos Continental na mesma função.
Cansado de viajar comprou um armazém no sítio, no município de Roncador, que tocou por dois anos. Esta foi sua primeira experiência como comerciante com aproximadamente 25 anos de idade. E quase foi o embarque na vida política. Dirceu narra que foi convidado pelo prefeito para ser candidato a vereador. Ele aceitou, a notícia correu e antes mesmo que ele registrasse a candidatura não aguentou os pedidos de ajuda no armazém. Então desistiu.
Durante todo esse período de muitos trabalhos, os quatro filhos de Dirceu cresciam e o acompanhavam nos muitos destinos de sua vida.
Depois de Roncador ele foi morar em Campina da Lagoa, onde comprou primeiro um bar e cuidou por um ano e meio e em seguida comprou um segundo boteco na mesma quadra. Tocava os dois. Em 1978, o mercado Catarinense o convidou para trabalhar. Ele aceitou, vendeu um bar e colocou seu irmão para cuidar do outro. Ficou sete anos no mercado, passou por vários setores até chegar à gerência.
Após dois anos na gerência, o mercado foi vendido e Dirceu com a família voltou para Roncador, onde com a experiência que tinha montou um mercadinho com o nome de Dorotéia, o nome de sua esposa. Essa atividade durou dois anos e no ano seguinte ele cuidou de um sítio.
Com essas idas e vindas Dirceu percebeu que o aluguel dos comércios que montava é que estavam pesando tanto em seus lucros. Foi quando decidiu que teria seu comércio em imóvel próprio. Foi assim que comprou em Roncador uma “máquina de arroz” com casa em anexo, o que o libertaria de qualquer aluguel.
Em 1991 mudou-se para Campo Mourão para dar seguimento aos estudos dos filhos. Aqui construiu uma casa e montou uma metalúrgica para trabalhar com o genro. Em 1995 comprou o Depósito Casa Nova, no Lar Paraná, onde trabalha até hoje com uma equipe formada por sua família e funcionários.
Em paralelo foi presidente da Escola do Trabalho e membro da Associação de Moradores do Lar Paraná, entidade da qual foi recentemente eleito presidente.
Em toda sua vida, uma qualidade, entre várias, que ele se orgulha de ter é a de ser econômico, nunca esbanjar dinheiro. Em sua opinião isso o ajudou muito para aproveitar as oportunidades de negócio, sobretudo a compra da loja de materiais de construção que hoje está entre as mais movimentadas da região do Lar Paraná.