Comissão apura denúncia de irregularidade entre candidatas ao Conselho Tutelar
A Comissão Especial da eleição – ocorrida no último domingo (04) – para o Conselho Tutelar recebeu denúncia de que duas das candidatas eleitas teriam angariado votos de modo irregular. Elas teriam contratado o serviço de uma empresa de telefonia para enviar mensagens, em massa, aos eleitores no sábado (03/10). A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), órgão que organiza a eleição, Ronise Cléia Galdino, afirma que as candidatas podem ter se aproveitado da falta de regras explícitas desses recursos no edital da disputa.
Mesmo assim, a presidente do CMDCA não descarta a possibilidade de a comissão especial apurar a denúncia e encaminhar o caso para Ministério Público. “Pode ser que não seja ilegal, mas é imoral”, justifica Ronise. De acordo com ela, estava acordado entre as candidatas de que ninguém faria campanha no dia do envio das mensagens por celular. “Essas pessoas, de algum modo, desrespeitaram as regras. Muita gente recebeu as mensagens do sábado para o domingo, quando já não se podia fazer muito a respeito”, diz.
Na opinião de Ronise, “… é difícil uma pessoa saber que está na suplência, sendo que podia estar eleita, mas não está porque fez tudo certinho”. E ela garante que em próximos pleitos, essas “lacunas” nas regras serão preenchidas de modo a evitar que pessoas levem vantagens, “não previstas no edital”, sobre as outras. Ronise observa que outra coisa a ser avaliada é o apadrinhamento de gente de vários segmentos a alguns candidatos.
