Com votação marcada para hoje, professores prometem grande ato e esperam movimento pacífico
Os professores estaduais prometem não deixar o acampamento da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) até a segunda votação do projeto da Previdência, que deve acontecer nesta quarta-feira (29). A APP-Sindicato, que representa os servidores, acredita que a mobilização ainda pode convencer os deputados a se colocarem contrários à proposta do Governo do estado.
“Nós queremos fazer, novamente, um grande ato pela democracia para acompanhar a votação de um modo pacífico. Entendemos que o que aconteceu ontem à noite e hoje pela manhã foi uma violência total por parte do comando da polícia. Sentimos como um completo retrocesso, que nos lembrou o 30 de agosto de 1988, quando os professores foram agredidos neste mesmo local”, afirmou a secretária de Finanças, Marlei Fernandes, em entrevista nesta terça-feira (28).
Segundo ela, amanhã os professores devem realizar uma nova marcha, partindo da Praça 19 de Dezembro até a Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico. Lá, eles devem acompanhar a votação que prevê mudanças no regime da Previdência, com alguns representantes dentro da Alep – como permitiu uma liminar concedida pela Justiça do Paraná na manhã de hoje.
“Nós acreditamos que ainda podemos convencer os deputados a votarem contra o projeto. Nós não podemos deixar o governo mexer na aposentadoria dos servidores, uma conquista histórica para a categoria”, completou Marlei. De acordo com ela, a APP-Sindicato ainda não recebeu a notificação judicial que considera a greve irregular. Por isso, a mobilização deve continuar.
O outro lado
A ParanáPrevidência é composta por três fundos: o Militar, o Financeiro e o de Previdência. Com a aprovação do projeto, o governo deve transferir 33.556 beneficiários com 73 anos ou mais do Fundo Financeiro, que é arcado pelo Tesouro Estadual, para o Fundo de Previdência, constituído a partir de contribuições dos servidores e do poder público.
De acordo com o Governo do Paraná, a migração proporcionará uma economia de R$ 125 milhões, por mês, com o pagamento de benefícios. A ideia é reequilibrar a situação econômica estadual e reverter o déficit de R$ 560 milhões previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano de 2015. O Governo afirmou, ainda, que todos os pontos de mudança no regime estão de acordo com o funcionalismo público e não prejudicam os servidores.
