Coleta seletiva é diária e atende 100% do município
A coleta de materiais recicláveis em Campo Mourão é realizada diariamente e atende 100 por cento do município, incluindo a área rural. O trabalho é realizado pela empresa Seleta, concessionária do serviço de coleta de lixo. O volume diário de coleta, que é realizado por dois caminhões, ultrapassa três toneladas.
“Fazemos a coleta de segunda a sábado, passando duas vezes por semana em cada bairro, além da área rural na última quinta-feira do mês e no distrito de Piquirivaí todas as quartas-feiras”, explica o técnico ambiental da Seleta, João Carlos Nogaroli Silva.
Todo o material é levado para duas cooperativas de materiais recicláveis da cidade: a Associgua (Associação de Arrecadação de Materiais Recicláveis da Vila Guarujá), que funciona em um barracão no Lar Paraná e a Cooper Resíduos (na antiga Prainha Humaiti).
As cooperativas, que têm o apoio do município através da Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente, fazem a separação por tipo de material e vendem para indústrias de processamento, sediadas em Engenheiro Beltrão e Maringá.
Na semana passada, a Cooper Resíduos recebeu equipamentos que deverão complementar os trabalhos de preparação e comercialização de recicláveis , doados pelo Rotary Club. Os dois locais, no entanto, já estão pequenos para o volume de coleta e a Associguá deverá ter mais um espaço, no Parque Industrial.
30% DO LIXO RECICLÁVEL AINDA VAI PARA O ATERRO
O volume diário de coleta de materiais recicláveis (cerca de 3 toneladas), porém, ainda está longe do que é considerado ideal para o tamanho da cidade. Segundo o técnico ambiental João Carlos Nogarolli Silva, 30 por cento do lixo reciclávei ainda vai para o aterro sanitário, junto com o lixo orgânico.
Para tentar conscientizar a população, a concessionária do serviço de coleta intensificou o trabalho de divulgação da rotina da coleta. As ações envolvem fixação de informativo em vários pontos, como comércio, igrejas, escolas e condomínios.
“Tivemos avanços, sem dúvida, mas ainda é preciso avançar bem mais”, ressalta Nogarolli, ao acrescentar que muitas pessoas que separam o reciclável do orgânico ainda fazem de maneira inadequada. “Por exemplo, se você jogar o resto de uma maçã no lixo onde está o papel do escritório, você já estragou o reaproveitamento do papel”, exemplifica.
