Cerca de 90% dos mototaxistas de Campo Mourão não estão regulamentados
Apenas 10% dos mototaxistas e motofretistas que atuam em Campo Mourão estão devidamente regulamentados. A informação é da Diretoria Municipal de Trânsito (Diretran), setor ligado a Secretaria do Planejamento da Prefeitura que é um dos órgãos responsáveis por orientar e garantir que os profissionais se regulamentem. Desde agosto de 2012 os motociclistas que trabalham com o transporte de pessoas e objetos devem seguir diversas condições que visam organização da categoria e a segurança dos trabalhadores e clientes.
As exigências incluem a formação em um curso de 30 horas específico para o trabalho, além do uso de coletes refletores com nome e telefone, antena, protetores nas pernas, luvas específicas, placa vermelha, entre outras. “Quem não cumpre as exigências não está autorizado a exercer a profissão e, portanto, está à margem da lei”, explica o chefe da Diretran, Nelson Casarolli. Segundo ele, o principal motivo para a resistência dos motociclistas em regularizar-se são os custos do processo, pois tinham que ir até Maringá para fazer o curso, mas que a partir de agosto passará a ser oferecido em Campo Mourão no Centro de Formação de Condutores (CFC) Paris (Rua Brasil, 1478).
Para Casarolli, o principal é que a própria população faça a sua parte e não contrate serviços de mototaxistas ou motofretistas que não estejam regulamentados. “A placa vermelha é o sinal mais visível para o cidadão saber se o motociclista está regularizado, porque ela só é liberada após o cumprimento de todas as exigências”, diz. Casarolli alerta que além da Prefeitura, a Polícia Militar também começara a fiscalizar e, portanto, os motociclitas que trabalhem com frete ou taxi devem procurar se regularizar o mais breve possível. “Trata-se do início da organização da categoria na cidade, que vai beneficiá-los em direitos e também em maior demanda do serviço”, conclui Casarolli.
Serviço: O Curso para formação de mototaxistas e motofretistas estará com inscrições abertas a partir do dia 9 de agosto no CFC Paris. O proprietário do local, Ernani Zavadniak, pede para que os interessados procurem a Prefeitura em primeiro lugar para saber todas as exigências para o exercício da profissão e só depois façam a inscrição. O curso tem duração de 30 horas e será ministrado nos finais de semana. Para fazer só uma categoria (frete ou taxi) o preço é R$ 300 mais taxas. Para as duas categorias o preço fica em torno de R$ 450 mais taxas.