Candidata aponta irregularidade na eleição do Conselho Tutelar e reúne candidatos para denunciar
A assistente social Solange Vieira Triches está procurando candidatos que não conseguiram se inscrever para a eleição do Conselho Tutelar deste ano. É que a candidata considera irregular, o modo como algumas inscrições foram indeferidas (negadas). Segundo ela, a secretária executiva dos conselhos municipais, Rosana Sanches, deveria apenas receber as inscrições para que a comissão eleitoral decidisse quem poderia ou não se inscrever. Triches garante que Sanches decidia, sozinha, o destino dos candidatos no ato da inscrição.
A intenção de Solange Vieira Triches é entrar com um mandado de segurança coletivo, para que as inscrições sejam avaliadas pela comissão eleitoral. “Ela (Rosana Sanches) era responsável por protocolar os documentos dos candidatos. Ela não podia indeferir nenhuma inscrição no lugar da comissão eleitoral”, dispara Triches. A postulante ao cargo de conselheira tutelar conta que está procurando a imprensa para divulgar seu telefone (9961-4648) a fim de encontrar outras pessoas na mesma situação que ela.
A inscrição de Triches não foi aceita porque perdeu a original do Registro Geral (RG) e porque estava com a carteira de habilitação vencida. Segundo ela, essa situação poderia ser resolvida até a eleição do Conselho Tutelar, pois ela poderia dar entrada no Detran e poderia solicitar a segunda via do RG em tempo.
Rosana Sanches foi procurada pela reportagem. Ela deu sua versão dos fatos, mas ao final pediu que entrássemos em contato, para efeito de publicação, com a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ronise Cléia Galdino. Ronise explicou que para o caso existem duas versões: “O pessoal do monitoramento diz que a Solange chegou para fazer a inscrição 15 minutos após o prazo legal, além de ter documentos pendentes. A candidata diz que chegou 45 minutos antes do prazo. Eu não estava presente na situação, mas não posso dizer que a Solange esteja errada”. Galdino informou que na próxima eleição do Conselho Tutelar deve ser adotado o envelope lacrado para que a comissão eleitoral averigue caso a caso para não haver mais problemas como este.
