Campo Mourão tem obra de Fernando Calderari em praça

O Paraná perdeu hoje o talento único de Fernando Calderari, uma das maiores expressões da pintura paranaense, que morreu aos 82 anos, em Curitiba. Poucos mourãoenses conhecem, mas na praça Bento Munhoz da Rocha Neto, mais conhecida como “praça do Fórum”, existe uma obra de Fernando Calderari.
Trata-se do primeiro monumento mourãoense, de aço inox, alusivo ao lançamento do Plano Nacional de Conservação de Solos. Inaugurado em 4 de setembro de 1976, em solenidade com a presença do ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli, do governador Jayme Canet Júnior e do prefeito de Campo Mourão, Renato Fernandes Silva.
A obra – assinada também pelo artista João Osório Brzezinski – com três metros de altura, tem uma forma largamente curva, que simboliza uma enorme lâmina a “ferir” a terra. Num dos lados há uma grande rachadura, representando a erosão do solo. No outro lado existe curvas de níveis, representando a melhor solução para o escoamento das águas.
Fernando Calderari ficou conhecido por suas pinturas retratando o litoral paranaense. As ‘marinas’ de Calderari estão espalhadas por salas ao redor do mundo. Há exemplares do artista no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Museu de Arte do Paraná, Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado São Paulo, Museu de Arte do Rio Grande do Sul e Museu Skopj – Yugoslávia.
“A arte é a expressão mais básica para a cultura de uma nação. Em todos os aspectos: música, teatro, dança, balé, até o cinema. Tudo isso faz parte da cultura de um indivíduo. Então, é o retrato vivo de uma nação”, afirmou durante entrevista, em 2014, à Televisão Paraná Educativa.