Campo Mourão fará novo mutirão de combate a dengue
O município de Campo Mourão fará um novo mutirão de combate a dengue, desta vez nos jardins Cidade Alta e Santa Nilce, que são locais onde foram registrados altos índices de infestação no mais recente levantamento. Nesta terça-feira (17), agentes de endemias vão visitar as residências nos dois bairros (cerca de 40 quarteirões), entregando panfletos e orientando as pessoas a retirarem do quintal todo tipo de recipiente que possa acumular água.
Os materiais retirados dos quintais devem ser colocados na frente do imóvel até sexta-feira, dia 20, data em que serão recolhidos por caminhões e uma pá carregadeira da prefeitura. “É mais uma ação no sentido de reforçar o combate a dengue para evitar que tenhamos uma epidemia neste verão”, reforça o coordenador do Comitê Gestor da Dengue, Carlos Bezerra.
Ele lembra que o mutirão vai abranger apenas os dois bairros. “Não adianta as pessoas de outros bairros colocarem lixo na frente das casas porque não serão recolhidos”, explica Bezerra, ao acrescentar que o mutirão não vai recolher móveis, colchões e aparelhos eletrônicos, por exemplo. Uma ação semelhante foi realizada no mês passado nos bairros vizinhos ao Cemitério Municipal, o que ajudou a reduzir o índice de infestação a zero.
O mutirão faz parte da ação do Dia de Combate a Dengue, comemorado no sábado, 21 de novembro. Nesse dia, a Secretaria Municipal de Saúde vai instalar uma barraca no calçadão do centro da cidade, onde será realizada uma panfletagem educativa para pedestres e motoristas. Também no sábado, em parceria com o Rotary Campo Mourão e Vicentinos, será realizado um arrastão no estacionamento do Parque de Exposições para retirada de recipientes que acumulam água, além de plantio de árvores.
Além da Secretaria Municipal da Saúde, estão envolvidas no mutirão as secretarias de Agricultura e Meio Ambiente, Obras e Serviços Públicos e a Defesa Civil. O último caso positivo de dengue registrado no município foi em 21 de junho. “Estamos há quase cinco meses sem nenhum caso, mas não podemos descuidar porque o índice de infestação é alto e agora entramos em um período muito favorável para o desenvolvimento do vetor”, completa Bezerra.