Buracos nas ruas e atendimento de saúde são as principais queixas dos moradores do Pio XII

Entre as queixas dos moradores do Jardim Pio XII as mais comuns são as ruas esburacadas e a precariedade do serviço de saúde do município. As reclamações da Saúde vão desde a demora para agendamentos de consultas e exame à falta de medicamentos na unidade de Saúde da Vila Cândida, onde a população do Pio XII é atendida.

O estudante Vitor Mateus Faria, 16, conta que as ruas estão em péssimo estado e que sempre quando foi no posto de saúde o atendimento demorou a acontecer. “A última consulta que eu tive foi uma semana para marcar”, lembra. Para Vitor também falta segurança no bairro. “Depois das nove da noite fica complicado para andar nas ruas porque é difícil ver carro de polícia por aqui”, explica.

Alex França, 33, e Joice Cordeiro França, 25, apontam várias carências do bairro. Para eles, é preciso ter mais atenção do presidente da Associação de Moradores que “só ganhou a eleição e sumiu”. Joice sugere que a região do Lar Paraná tenha uma capela do Prever, pois considera a atual muito distante. Alex propõe a instalação de um ponto de recebimento de água, luz e telefone no Jardim Pio XII. Quanto à saúde o casal reclama que falta mais dedicação dos funcionários. “A última vez que fomos no 24 horas tivemos que invadir onde os médicos ficam dormindo”, conta Alex.

A dona de casa Laura de Carvalho, 55, diz que o problema principal do bairro é a saúde. “Não tem médico. Precisei fazer uns exames demorou três meses para agendar e remédio nunca tem no postinho”, relata. Segundo Laura, ela e a mãe pagam pelo exame quando precisam e fazem tratamento de alguns problemas de saúde em Maringá. Para ela “as ruas também estão feias, estão uma buraqueira só”.

Moradora da Rua Valparaíso, a estudante Ana Cristina dos Santos Machado, 21, precisa melhorar muito, principalmente nas ruas Guarani e Rua das Palmeiras. Além disso ela aponta que a iluminação pública também está precária pois em algumas ruas os postes não iluminam. “Dependendo o lugar à noite é perigoso pela falta de luz”, salienta.

A zeladora Maria Aparecida Padilha, 49, relata que o Jardim Pio XII, grande como é, precisa ter um posto de saúde local. Segundo ela, é muito distante o posto da Vila Cândida. “O meu netinho ficou doente no domingo e na segunda não tinha médico para atender ele. A consulta ficou para quarta-feira. Também falta remédio no posto. A gente tem que comprar”, lembra.

O aposentado João Viana, 57, lista uma série de reivindicações ao poder público. “A saúde está péssima, não existe. Quando você consegue uma consulta demora de três a quatro meses, para fazer exames vão-se mais seis meses. Aqui em casa já pagamos vários exames por conta”, narra.

Na opinião de João a segurança também está ruim e os políticos de Campo Mourão não estão com nada. “Os deputados estão devagar, com a prefeita a saúde, que já não estava boa, piorou”, lamenta. Ele conta que tem chácara e as estradas rurais estão ruins e que a Sanepar devia responsabilizar quem joga lixo nos rios. “No Rio do Campo eu vi 10 pneus e caixas de televisão. E aquele é um rio de onde nós bebemos água. Alguém tem que tomar providências. A Prefeitura nem fiscaliza nem limpa o rio”, dispara.

A chefe do Departamento de Unidades Básicas de Saúde, Roseli Pereira, informou que as reclamações sobre atendimento nos postos de Saúde podem ser feitas na Ouvidoria da Saúde pelo telefone 3518-1628.