BR-158 é batizada com o nome de Horácio Amaral, ex-prefeito de Campo Mourão

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou no último dia 17 de julho a Lei nº 15.168/2025, que dá o nome de Estrada Prefeito Horácio Amaral ao trecho da BR-158 entre Campo Mourão e Roncador. A proposta, apresentada pelo então deputado federal Rubens Bueno (Cidadania), homenageia o ex-prefeito mourãoense morto tragicamente nessa rodovia em 7 de agosto de 1974.
Horácio Amaral exercia campanha para deputado estadual quando sofreu o acidente fatal, interrompendo sua trajetória política e deixando um vazio na representação regional no Legislativo estadual. Amaral havia governado Campo Mourão de 1969 a 1972, e foi uma figura central no desenvolvimento do município.
“O lema de sua gestão era ‘nenhuma criança sem escola’, e foi levado a sério”, relembra o historiador Jair Elias dos Santos Júnior. “Foram construídas várias escolas e o prédio da então Fundescam, hoje campus da Unespar. Também surgiram nesse período instituições como a Comcam, a Coamo e o Rotary Campo Mourão, que seguem ativas até hoje.”
Nascido em Mallet (PR) em 27 de junho de 1927, Amaral teve longa trajetória pública. Atuou como vereador e presidente da Câmara de Assaí, no Norte do Paraná, e chegou a assumir a prefeitura local interinamente. Mudou-se para Campo Mourão no fim dos anos 1950, disputando o cargo de vice-prefeito em 1964 — sem sucesso — e sendo eleito prefeito em 1968 numa chapa única com o advogado Munir Karam. Ao final do mandato, em 1973, apoiou a candidatura de Renato Fernandes Silva, eleito seu sucessor.
Além da rodovia, Horácio Amaral também dá nome a ruas em Campo Mourão, Luiziana e Assaí. Foi agraciado postumamente, em 1994, com o título de Cidadão Benemérito do Paraná, concedido pela Assembleia Legislativa, e sua trajetória virou tema de livro, eternizando sua contribuição à política e à educação paranaense.
“Foi uma liderança visionária, marcada pela dedicação ao serviço público e pela defesa da educação como motor de transformação”, afirma Jair Elias.
Texto: Jair Elias dos Santos, historiador em Campo Mourão