Battilani indaga o IAP sobre demora na criação de RPPN

Battilani

Entre os requerimentos que o presidente da Câmara de Vereadores de Campo Mourão, Edson Battilani (PPS), protocolou para deliberação na primeira sessão ordinária deste ano está um em que solicita ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) explicação para a demora na instituição oficialmente de mais uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) no município.

Trata-se de uma das maiores e mais bem preservada área particular remanescentes do bioma Mata Atlântica em Campo Mourão, localizada na propriedade do agricultor Pedro Jort. O pedido da criação da RPPN foi assinado há mais de quatro anos durante visita do presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, à Campo Mourão.

Battilani quer saber se há algum impedimento de ordem legal ou qualquer outro fato que dificulte ou impeça a concretização do gravame perpétuo (RPPN) da área para sua declaração como de Conservação da Natureza. Cópia do questionamento a direção do IAP deverá ser enviada ao chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Valdir Rossoni, bem como ao deputado licenciado e secretário estadual do Esporte e Turismo, Douglas Fabrício.

Consciência

Na justificativa do requerimento, o vereador ressalta que a existência deste fragmento florestal – representativo da biodiversidade regional – deve se à consciência preservacionista de Pedro Jort, um alemão que migrou para o Brasil nas primeiras décadas do século passado. Também acentua que a preservação da área custou muito ao proprietário que já tem idade avançada e, voluntariamente, invocou o poder do Estado para a manutenção deste patrimônio à bem do interesse da sociedade.

“Não permitir que seu desejo se concretize e que o mesmo possa comemorá-lo em vida não seria justo para um cidadão que adotou o Brasil como sua pátria e o Paraná como o chão para cultivar a terra”, finaliza Edson Battilani.