Audiência questiona alegação de economia para fechamento de zonas eleitorais
A audiência pública sobre o fim de zonas eleitorais, proposto pelo TSE, questionou a suposta economia que traria a medida.
A juíza Gabriela Borri Aranda citou estudo que mostra que a economia seria de 0,02% do orçamento da Justiça Eleitoral. Em todo o País, a economia seria de R$ 13 milhões, valor considerado irrisório diante ao “impacto à democracia”.
Em Campo Mourão, o fim de uma zona eleitoral deve significar uma redução de custo de R$ 13 mil por mês. “Custo maior será ver candidato se elegendo com abusos por falta de fiscalização”, frisou o promotor Luciano Rahal.
Aranda disse que se sente ofendida com a forma que a imprensa oficial do TSE divulga a reação à portaria. Ela se refere a afirmações de que a resistência à medida seria por “mero interesse corporativista”.
Segundo a juíza, por muito tempo se lutou para aproximar a Justiça Eleitoral da população e a resolução vai na contramão disso. “O que está em jogo são interesses que até agora não foram esclarecidos. A quem realmente interessa fechar a Justiça Eleitoral?”, questionou.
Ao propor o fim de zonas eleitorais, a resolução do TSE fez uma “interpretação perversa”, continua a juíza. “É uma afronta aos princípios do estado de direito previstos na Constituição.”
Segundo ela, será atingida a “população mais fraca”, de municípios menores e mais distantes.
Pela resolução, 83 zonas eleitorais serão extintas no Paraná, sendo várias na região e, inclusive, a 183ª de Campo Mourão.
As informações são do Boca Santa