Associados cobram R$ 1 milhão da Coproleite e se revoltam contra diretoria
Convocados pela diretoria para uma reunião, na tarde desta quarta-feira (6), onde seriam discutidos os atrasos no pagamento dos produtores, cerca de sessenta dos cento e cinquenta associados da Cooperativa Regional dos Produtores de Leite, a Coproleite, se encontraram em frente à sede da empresa. Mas para surpresa de todos, a diretoria não compareceu e ainda trancou os portões, impedindo o acesso às dependências do laticínio.
Revoltados alguns cooperados partiram para a violência e, utilizando uma marreta, arrombaram uma das portas do prédio. Logo em seguida a Polícia Militar foi acionada e duas viaturas acompanharam a manifestação dos produtores, para garantir a ordem.
Segundo os associados, a Coproleite deixou de pagar mais de R$1 milhão pelo leite recolhido nas fazendas. Além disso, alguns associados foram incluídos na diretoria sem ter conhecimento e, agora, devido aos problemas financeiros da cooperativa, estão com restrições nos órgãos de proteção ao crédito, que estão impedindo acesso ao crédito para custear suas atividades.
Outro produtor estava de posse de dois cheques emitidos pela Cooperativa para pagamento do leite, mas foram sustados. “Agora estou com esses cheques, que não valem nada, e eles têm o recibo que eu assinei ao receber”, comentou o produtor, que não quis se identificar.
Além de dever aos produtores, a Cooperativa está em débito também com os 25 funcionários. Para garantir seus direitos o SINTRACOOP, que os representa, já entrou na justiça. “Tentamos conversar com a diretoria, mas não foi possível. Por isso entramos na justiça para resguardar o direito dos trabalhadores”, explicou o representante do sindicato Reinaldo Remiggio. “Além disso, já temos notícia que o FGTS e INSS não foram recolhidos”, completa Remiggio.
O Advogado Cesar Ferreira, que representa alguns cooperados, acompanhou a manifestação e aconselhou os produtores a procurar seus direitos na justiça. “E a melhor maneira de resguardar seus direitos, pois a violência poderá prejudicar ainda mais, pois esse patrimônio é a única garantia que eles têm”, comentou Ferreira.
A diretoria da cooperativa foi procurada, mas não quis se manifestar.
Fotos e informações: Ari Mendonça