Após mais de 50 anos, Estação Climatológica é desativada em CM

Estação Climatológica de Campo Mourão funciou por mais de 50 anos – Foto: LIMA, 2011
A Estação Climatológica Principal de Campo Mourão, que era localizada nas proximidades do Colégio Agrícola, encerrou as atividades no município. A unidade estava sob a responsabilidade do Departamento de Geografia da Unespar, desde o ano de 1991, a qual era utilizada para fins educacionais, atendimento à educação básica e superior, em especial aos acadêmicos do Curso de Geografia.
Também era voltada aos agricultores de toda a região, assim como para estágio supervisionado para Plotador Meteorológico e desenvolvimento de pesquisas. O professor de Climatologia do departamento de Geografia da Unespar, Victor da Assunção Borsato, falou sobre os motivos da desativação da Estação Climatológica.
“Isso ocorreu em função de vários problemas, como por exemplo, a dificuldades em manter funcionários, dificuldades na reposição de equipamentos, haja visto que são aparelhos com mais de 50 ou 60 anos. Há o desgaste natural com o passar do tempo e tem peça que não tem como substituir, principalmente porque a maioria é pelo sistema de relojoaria, ou seja, equipamentos que vão contando o tempo com a necessidade de dar corda todos os dias”, explica o professor.
O local ainda foi alvo de vândalos, por várias vezes, a ponto de alguns equipamentos se tornarem irrecuperáveis. “Com o encerramento dos trabalhos na estação, ficamos apenas com o serviço automático no novo campus, que tem todos os equipamentos funcionando remotamente, direto com o Simepar”, diz Borsato.
Se por um lado o professor vê prejuízos com o fim da estação climatológica convencional, por outro ele aponta certas vantagens com o sistema automatizado. “Perdemos um pouco, porque com o sistema convencional era possível fazer observações de nuvens e de visibilidade. Mas por outro lado, passando para o automático, temos mais precisão com a questão de temperatura, chuva, pressão e direção de evento. Perde-se de um lado, mas ganhamos do outro.”
A Estação Climatológica contava com a implantação de uma Estação Automatizada do Simepar. Os dados eram rastreados via satélite, transmitidos automaticamente para Curitiba e de lá, divulgados. A unidade também fazia coletas climatológicas e sinóticas, pelo menos três vezes ao dia, além das leituras horárias efetuadas segundo dados registrados automaticamente (registradores).
O local era mantido por meio de convênio entre INMET/ Fecilcam, hoje Unespar, desde o ano de 1991. “Temos dados registrados por ela de 50 anos atrás. No início funcionava do lado do Celebra e depois passou para as proximidades do Colégio Agrícola”, relata o professor.
A Estação Climatológica mantinha aparelhos como barômetro, barógrafo, pluviômetros e abrigo meteorológico, onde ficavam os termômetros de máxima de mínima.