Após confronto, projeto da Previdência não será votado nesta terça-feira

Foto: Djalma Malaquias

Foto: Djalma Malaquias

O deputado Nelson Justus (DEM), presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Assembleia Legislativa (Alep), marcou uma nova reunião para as 13h30 desta quarta-feira (29) para a segunda votação do projeto que promete mudanças no regimento da Previdência. A decisão foi tomada em sessão relâmpago da CCJ, durante a tarde desta terça (28), após o confronto entre os policiais militares e os professores em greve no Centro Cívico, em Curitiba.

Segundo informações da Alep, depois de pedidos de vistas, foram cedidas aos deputados estaduais 24 horas para rever todas as emendas do projeto. O líder do governo, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), deu parecer favorável a 13 delas e rejeitou uma.

A ParanáPrevidência é composta por três fundos: o Militar, o Financeiro e o de Previdência. Com a aprovação do projeto, o governo deve transferir 33.556 beneficiários com 73 anos ou mais do Fundo Financeiro, que é arcado pelo Tesouro Estadual, para o Fundo de Previdência, constituído a partir de contribuições dos servidores e do poder público. De acordo com o Governo do Paraná, a migração proporcionará uma economia de R$ 125 milhões, por mês, com o pagamento de benefícios. A ideia é reequilibrar a situação econômica estadual e reverter o déficit de R$ 560 milhões previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano de 2015.

Para os professores, o governo não tem o direito de mexer nos recursos conquistados pelos servidores. “O governo está descumprindo com aquilo que prometeu durante a nossa última manifestação. Nós entendemos que o que eles querem é apenas aliviar o caixa prejudicando os funcionários públicos”, explicou a secretária de Finanças, Marlei Fernandes, em entrevista à Banda B.