Após confronto com Francischini, comandante da PM deixa cargo; saiba quem assume
Um dia após divulgar carta em que confronta o secretário de Segurança Pública do Paraná, Fernando Franscischini, o coronel César Vinícius Kogut pediu a saída do comando geral da Polícia Militar no começo da noite desta quinta-feira (7). De acordo com o governo do estado, ele alegou “desincompatibilidade” com as ações da secretaria. O chefe do Estado Maior da PM, coronel Carlos Alberto Bührer Moreira, vai assumir as funções de Kogut interinamente.
Na quarta, Kogut mandou uma carta para o governador Beto Richa (PSDB) sobre a confusão que marcou o último dia 29 de abril durante a manifestação dos professores estaduais. No documento, ele e outros 15 coronéis da corporação, afirmam que o Francischini foi alertado inúmeras vezes sobre os possíveis desdobramentos da ação.
Segundo a carta, mesmo utilizando as técnicas “internacionalmente reconhecidas como indicadas para a situação”, pessoas poderiam sair feridas, como realmente aconteceu na ocasião. “Todas as ações foram tomadas seguindo o Plano de Operações elaborado, aprovado pela Sesp, com a participação do secretário”, diz o documento, assinado por 16 dos 19 coronéis na ativa da PM.
Para eles, Francischini não pode culpar apenas a tropa da PM sem assumir parte da responsabilidade pelo o que aconteceu no dia 29 de abril. Em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (4), o secretário declarou, em tom de desculpas, que as imagens da ação da PM foram “terríveis e injustificáveis”. “O planejamento é da PM e o resultado foi terrível, porque aquilo se tornou um campo de guerra”, comentou ele.
Anteriormente, no último dia 30, o próprio coronel Kogut havia assumido responsabilidade pelos desdobramentos da ação da PM e isentado o secretário, diferente do que mostra a carta endereçada ao governador.
