Alunos do Colégio Sesi visitaram a AJ Rorato
Na manhã desta segunda-feira (12/5), alunos de todas as séries do Ensino Médio do Colégio Sesi, de Campo Mourão, realizaram uma visita a indústria AJ Rorato, em Araruna. A empresa tem 45 anos, conta com 1.450 funcionários diretos e fabrica armários e pias sintéticos para cozinhas e banheiros, além de tanques.
O grupo de estudantes foi acompanhado da professora Adriana Maria Ferreira e a visita aconteceu dentro das atividades da oficina “Pregos e Cavacos”, onde os alunos têm que produzir o protótipo de um móvel residencial inovador. Durante a visita, os estudantes conheceram as linhas de produção, laboratórios e outros setores da empresa, que tem 40 mil metros quadrados de área construída. A produção destina-se a praticamente todo o território nacional e a empresa já conquistou uma longa lista de prêmios.
Fundamentada em um conceito de educação participativa, a metodologia do Colégio Sesi desenvolve as competências relacionais do jovem, uma vez que não existem carteiras e sim mesas redondas com equipes de 5 alunos, durante todas as aulas. É assim que o aluno da instituição constrói o próprio conhecimento, desenvolve os desafios criativos propostos nas Oficinas de Aprendizagem e vivencia situações semelhantes as do mercado de trabalho, além de praticar valores essenciais para a vida, como respeito, ética e comprometimento.
Missão
Formar líderes com responsabilidade social e ambiental, com alto nível de negociação, respeitosos e comprometidos com a diversidade cultural e preparados para trabalhar em equipes de qualidade, levando-os a serem profissionais empreendedores, criativos, éticos e inovadores e, assim, encarar e vencer os desafios da vida. Essa é a missão do Colégio Sesi
A história da AJ Rorato
Em 1969, na pequena cidade de Jaci, interior do estado de São Paulo, região de São José do Rio Preto, nascia uma pequena fábrica de móveis, onde Aparecido Rorato, Antonio de Jesus Rorato e seu cunhado Pedro Perle formavam uma pequena sociedade fabricando móveis sob encomenda. Antonio conduzia mais efetivamente a parte comercial, Pedro e Aparecido verdadeiros artesãos, lidavam com a provação e criação dos móveis.
O início não foi nada fácil. O mercado era muito restrito e a lucratividade muito baixa. A região era cafeeira e já começava a dar sinais de fracasso, onde se extraia muitos frutos, mas não era dado os cuidados necessários ao solo empobrecido. Pouco a pouco a região começou a se transformar em pastagens, as pequenas propriedades eram vendidas para grandes proprietários, que já lidavam com a pecuária, a qual necessitava pouca mão-de-obra. A região oferecia um mercado decrescente, escasseando os serviços, fazendo as pessoas fugirem para regiões em desenvolvimento. Pedro mudou-se para a região de Dracena (SP), para a pequena cidade de São João do Pau D’Alho (quase divisa com Mato Grosso do Sul), seus pais haviam adquirido terras e dividiram para os seus filhos desbravarem.
Aparecido e Antonio mudaram-se com a família (pais e irmãos), para o interior do estado do Paraná, mais precisamente na pequena cidade de Araruna, localizada a 11 Km de Peabiru (Comarca e cidade mais próxima). Isto ocorreu em 1969, a pequena cidade fundada há alguns anos atrás ainda não tinha traços de uma cidade, sem água e asfalto, a igreja matriz que é hoje cartão postal da cidade começava a ser construída.
Antonio, juntamente com seu irmão Aparecido, criaram em um barracão velho de madeira, a fábrica de Móveis Rorato, que também no início mantinha o monopólio dos serviços funerários da cidade. O mercado oferecia espaço regional, a pequena fábrica já fazia móveis sob encomenda para toda a região, mas não tinha ainda uma linha definida de produtos, só os detalhes do acabamento que se destacavam dos demais. O crescimento da pequena fábrica foi inevitável.