Advogada reforça: “Criança supostamente abusada pelo pai não tem HIV”

A advogada Kemberly Olimpia Rodrigues de Andrade acompanha o caso da família

A divulgação de um suposto caso de estupro no início de janeiro em Campo Mourão, em que o próprio pai teria abusado sexualmente da filha de apenas 2 anos e oito meses, foi agravado inicialmente pela informação de que o homem tinha HIV e teria transmitido a doença para a criança. (clique para ler a matéria)

No entanto, a informação, que até chegou a ser publicada pelo Tasabendo.com foi rapidamente corrigida quando a redação do site obteve os dados oficiais de que o pai era portador de HPV, e não HIV.

Ainda assim, apesar da rápida correção, segundo a advogada Kemberly Olimpia Rodrigues de Andrade, que acompanha o caso da família, algumas pessoas acabaram propagando em redes sociais a primeira notícia, de que o pai era soropositivo.

“Mesmo depois que o site corrigiu, algumas pessoas acabaram não lendo a informação correta, o que acabou gerando sérios transtornos para a família. Por isso voltamos a tornar público de que os pais e a criança não têm HIV. É muito triste a criança ter passado por tanto sofrimento e ainda ser discriminada por conta de uma doença que não possui”, esclarece a advogada.

Por fim, Kemberly adverte: “Qualquer informação divergente desta, além de inverídica, caracterizará o crime de difamação, previsto no artigo 139 do Código Penal Brasileiro, com pena de três meses a um ano de prisão, além de multa. Agradecemos o espaço oportunizado pelo Tasabendo para as devidas retratações e pedimos aos leitores que não divulguem informação diversa da que foi objeto deste esclarecimento, em consideração e respeito à criança”, completa ela.