Acampados em frente a prédio da Fazenda, servidores pedem abertura das finanças do Estado
Servidores estaduais dormiram em frente ao prédio da Secretaria da Fazenda, na Av. Vicente de Machado, no Centro de Curitiba. Os grevistas prometem não deixar o local enquanto o Governo Estadual não apresentar uma nova proposta de reajuste salarial.
Ontem, representantes dos servidores e do governo se reuniram, mas não chegaram a um acordo. Com isso, servidores de outras categorias se uniram aos professores e ameaçam promover uma greve geral caso o governo não reveja o reajuste proposto, que é de 5,5%. Durante todo o dias, cerca de 30 mil servidores (número dos sindicatos) lotaram a Praça Nossa Senhora da Salete em protesto.
“Hoje nós estamos aqui para pressionar o secretário da Fazenda Mário Ricardo, para que ele abra as finanças do Estado. O governo tem condições de pagar a nossa data-base. Não sairemos daqui enquanto isso não for resolvido”, afirmou à Banda B a professora Veronice Pedroso, que faz parte da APP-Sindicato.
O Governo chegou a oferecer um reajuste de 5,5% parcelado em duas vezes, mas retirou a proposta para análise. Os manifestantes chamaram a manifestação de ontem de “Dia 29 de Abril”, fazendo referência a ação da Polícia Militar contra professores na Praça Nossa Senhora de Salete.
Greve nas escolas
A segunda greve do ano nas escolas estaduais chegou nesta quarta-feira (20) ao 22° dia. Sem previsão de volta às aulas, grande parte dos colégios do Paraná seguem fechados. Com isso, o governo já trabalha com a possibilidade de estender o ano letivo para o mês de janeiro, contando com o fim da greve para os próximos dias.
