AML quer recuperar Relógio do Sol

O monumento foi construído na década de 1980 por Felix Peyrallo Carbajal – Foto: Divulgação

A Academia Mourãoense de Letras (AML) pretende recuperar o monumento Relógio do Sol, construído no trevo de acesso as rodovias que ligam Campo Mourão a Curitiba e Cascavel. A ação da entidade tem o apoio do historiador Jair Elias dos Santos Júnior e do vereador Edson Battilani, que também busca parceiros para a restauração do marco.

Segundo o presidente da AML, Fábio Sexugi, a entidade deve buscar o apoio do prefeito Tauillo Tezelli e dos órgãos responsáveis pelas rodovias para a restauração.

Para Fábio Sexugi, o relógio solar constitui-se num atrativo turístico e, como monumento, embeleza a cidade. “Na área pedagógica mostra-se como um objeto de aprendizagem, possibilitando aos educadores trabalhar com duração do tempo, dia e noite”.

O monumento foi construído na década de 1980 por Felix Peyrallo Carbajal. O artista calculou mais de 500 relógios e foi mestre-de-obras na construção de cerca de 200 deles, que estão espalhados pelo Brasil e por diversos países latino-americanos. Em suas andanças percorreu mais de 64 países e 28 colônias.

Felix Peyrallo Carbajal calculou mais de 500 relógios e foi mestre-de-obras na construção de cerca de 200 deles

Nascido no Uruguai em 1913, Carbajal viveu boa parte de sua vida como nômade percorrendo inúmeras cidades onde construiu quadrantes solares e proferiu conferências sobre literatura, ciência e filosofia. Viveu sua vida como um intelectual de destino incerto, sendo reconhecido em inúmeras partes do continente americano e europeu, vindo a falecer no estado de Santa Catarina, Brasil, em 2005.