A Glória é natural: Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu vontade de ser Miss!
Mexendo na Bolsa já foi blog, onde seis mulheres despejavam seus conteúdos a fim de compartilhar o tão fantástico e peculiar universo feminino. Aqui e agora é coluna! Duas vezes por semana você pode abrir o zíper e se sentir à vontade para vasculhar nossas bolsas. Falaremos de amor, do não-amor e de um possível amor. Também vamos nos deliciar narrando nossas pitorescas aventuras de mulheres de quase 30. Amantes do sexo masculino, destinaremos a eles um tanto de nossos versos (com ou sem rima) e de nossas prosas. Além disso, aqui você vai encontrar tudo o que tem na bolsa de uma mulher: bilhetes, creme, maquiagem, dinheiro (no começo do mês), escova de dente, perfume, kit de primeiros socorros, documentos, celular, chaves (do carro, da casa, do quarto, do coração), absorvente. Intimidades. Pode mexer!
A Glória é natural: Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu vontade de ser Miss!
Tá. É possível que muitas não tenham e nunca tiveram tal vontade. Contudo, mais de 50% das adolescentes (e nem tão teens assim) têm esse desejo. E grande parte delas afirma que fariam de tudo para estar lá em cima, sendo coroadas, sorrindo sem parar, sobre um salto de dez centímetros como se estivesse calçando um sapato moleca. Isso porque, para ser miss, é preciso graciosidade. Delicadeza nos movimentos e simpatia constante. E um saltinho qualquer não é impedimento para as candidatas, que, na maioria das vezes, já batalham há tempos pelo título. Outras são misses ao acaso, como aconteceu com Glória Maria Tonial Rossi, a atual Miss Campo Mourão.
Com 21 anos, Glória está na cidade há dois. Chegou aqui não com o intuito de ser Miss, mas de ser uma futura engenheira de alimentos. Faz o curso na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Natural de Loanda, criou-se em Querência do Norte, onde nunca sonhou em ser miss. Mas modelo sim. “Modelo sempre foi o meu sonho, isso despertou na passagem da primeira infância, pois sempre me destaquei entre minhas amigas pela minha estatura”, revela ela, que tem quase 1.80 m (ou 1.77 m, mais precisamente).
A atual miss garante que a falta de oportunidade da cidade onde morava fez com que se voltasse para o estudo e não para a carreira de modelo. Com 16 anos, a descendente de italianos e argentinos foi para Curitiba para concluir o Ensino Médio e dar seus primeiros passos na carreira de modelo. “Um pouco modestamente, pois eu tinha como objetivo maior a aprovação no vestibular”, garante.
Sua meta principal foi alcançada quando foi aprovada no vestibular daqui. “Então, adotei Campo Mourão como minha cidade. A partir daí, fui conhecendo pessoas, fazendo amigos e aprendendo a gostar cada vez mais daqui. E num evento social fui convidada pela Patrícia Correia a participar deste concurso”, conta. Glória confessa que nunca imaginou que seria a vencedora e que viu o convite como uma oportunidade de revisitar o seu antigo sonho, o de ser modelo. “Fiquei surpresa com o convite, analisei juntamente com a minha família a oportunidade que me foi dada e aceitei concorrer ao concurso de Miss Campo Mourão 2011”.
Depois que foi convidada, ela começou a se preparar para a noite da escolha. Passou a frequentar academia, melhorou a alimentação, acentuou os cuidados com a pele e assistiu por diversas vezes os vídeos de concursos de misses, além de procurar sempre estar de boa aparência. “Afinal estávamos em constante processo de avaliação”, destaca. Ela conta que foram dois meses puxados. “Uma maratona de ensaios, começando por algumas coreografias coletivas, e, logo depois, para a coreografia da dança que foi criada pelo professor Rhuan. Nos dias seguintes, recebemos orientações de como se portar na passarela, de como andar, parar, sentar, etc .Tudo visando uma apresentação perfeita para o grande dia”, recorda.
Não só beleza que põe mesa
Loira, alta, magra. Bonita. E agora miss. Mesmo assim, para Glória, a beleza só proporciona mais oportunidade desde que outras qualidades sejam evidenciadas. “Como inteligência, carisma, princípios éticos e empatia”, enumera. Sobre o preconceito que mulheres bonitas sofrem, o de serem taxadas de burras, a Miss Campo Mourão é incisiva: “Este tipo de associação é feita sem fundamento”.
Para ela, mulheres no geral sofrem, independente do predicativo que carregam. “Precisamos diariamente seguir um protocolo de afazeres em função do bem estar e da realização profissional”, assegura. No momento, a preocupação da estudante é representar de maneira adequada a beleza feminina mourãoense sem se esquecer da faculdade. “Pretendo representar bem o município no Miss Paraná, me dedicar aos estudos para concluir a faculdade e continuar realizando alguns trabalhos paralelamente”, finaliza. Glória é miss, com todos os adjetivos de quem recebe a coroa. E com um adicional importante. Pelo que parece, ela não é de se deslumbrar com títulos, já que títulos vão e vêm. Quiçá porque ela o conquistou naturalmente.
E você, o que acha dos concursos de misses? E dos inúmeros títulos que carregamos no dia a dia sem sermos coroadas? Afinal, nem todo mundo nasceu para a glória! Ou não?
Larissa Bortolli é jornalista. É metade feminista e outra metade também, embora às vezes seja machista. Evita os ‘istas’, mas nem sempre se livra deles. Dificilmente usa salto, porque prefere os rasteirinhos. Ainda não adotou a maquiagem e a escova nos cabelos no dia a dia. Gosta de mastigar alegrias, pizza e sorvete. Nada boa com relacionamentos, diz-se sozinha por opção (dos homens). Prefere os morenos e barbudos, mas pode ser só moreno. É viciada em filmes, mídias sociais e no seu sobrinho. Adora um drama, tanto na ficção quanto na vida real. Só tem uma certeza na vida: não ter certeza. Daí divaga. Sem grandes pretensões quer dominar o mundo, o seu mundo. Quando dá vontade também escreve aqui: http://lapsosonline.blogspot.com/
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