Rapel reúne amigos apaixonados por adrenalina

No domingo, grupo fez descida de rapel de ponte de quase 30 metros no anel viário – Foto: Rafael Silvestrin/Tasabendo.com

Desafiar picos altíssimos, fazendo a descida por uma corda não é para qualquer pessoa. A prática desse esporte, conhecido por rapel, exige prática, equipamentos de extrema segurança e pelo menos um instrutor, no caso de iniciantes.

Em Campo Mourão, um grupo de amigos, apaixonado pela adrenalina e pelo contato direto com a natureza, se reúne com frequência e viaja até para outras cidades em busca de locais apropriados para o rapel.

Para eles, além de pontos altos – que chegam até 100 metros -, a contemplação da natureza também precisa fazer parte da aventura. O policial civil Eder Luiz Pereira de Andrade, faz parte desse grupo mourãoense, que tem por hobby o rapel.

Nesse fim de semana, ele esteve na companhia dos amigos na ponte do Rio do Campo, no anel viário, onde fizeram a escalada de aproximadamente 30 metros, até o contato direto com as águas do rio.

“O rapel tem essa característica de você poder contemplar a natureza, e Campo Mourão possui muitos pontos para serem apreciados. A gente procura esses locais, inclusive viajamos para outras cidades, como Cianorte, Jussara e Maringá para conhecer pontos que sejam possíveis praticar o rapel”, diz ele.

Andrade pratica o esporte desde 2013 e faz o convite para quem deseja conhecer o rapel. “Quem quiser participar pode nos procurar no Facebook (Rapel, Escalada e Trilha em Campo Mourão), pois temos uma programação de expedições para track em montanha, rapel, além de outras atividades. Interessados podem conhecer, fazer um teste e se gostar adquire os equipamentos para nos acompanhar”, convida.

O professor de geografia, Fábio Rodrigo da Costa foi um desses convidados, que pela primeira vez desafiou as alturas, suspenso por uma corda. “No início foi difícil, você tem que soltar o corpo, se libertar da ponte, mas depois quando percebe que os equipamentos proporcionam toda segurança, é só relaxar e descer com tranquilidade. Foi uma experiencia muito boa, pois gosto muito desse contato com a natureza”, relatou ele.

O grupo é acompanhado pelo instrutor Rodrigo Rivarola, com vasta experiência nesse tipo de esporte. Para ele, a segurança precisa estar acima de tudo. “Os acidentes acontecem porque muita gente vai pela emoção, pela aventura, ignorando os riscos. É sempre importante estar acompanhado por uma pessoa com experiência e usar equipamentos apropriados e revisados. É um esporte arriscado e que exige consciência e responsabilidade, pois é sua vida que está em jogo”, adverte.

Existem várias formas de fazer a descida: ela pode ser mais rápida e emocionante ou mais lenta e contemplativa. As modalidades também são plurais, mas as clássicas são intituladas como rapel negativo – feito sem o contato dos pés na superfície – e rapel positivo ou tradicional, quando se apoia os pés na rocha.