Roda de Capoeira encerra Semana da Consciência Negra na UTFPR de Campo Mourão

O intervalo das aulas estiveram movimentados nesta terça-feira (22) na Universidade Tecnológica Federal do Paraná-UTFPR em Campo Mourão. Capoeiristas da Academia de Capoeira Praia de Salvador – Acapras se apresentaram no pátio para os alunos da universidade. A programação fez parte da Semana da Consciência Negra, que se iniciou, na última quinta-feira (17), com a apresentação do Mc Rajada e do graffitti Fernando Pigmeu.

As atividades da semana foram organizadas pela Coordenação do Curso Técnico Integrado em Informática (COINF) e contou com apoio da Direção do Campus da UTFPR e do Diretório Central dos Estudantes (DCE). O evento ocorreu nas dependências do Campus de Campo Mourão, e foi aberto ao público em geral. Além da UTFPR, tais atividades foram desenvolvidas, também, nas dependências do Colégio Estadual Dom Bosco, no Lar Paraná, durante do intervalos do turno da manhã.

Capoeira

O professor Emílio Gonzalez, que coordenou a programação, conta que escolheu a capoeira por ser uma das manifestações mais importantes da cultura negra.’Vem da época da senzala, quando o negro lutava contra a escravidão’, explica.  ‘A capoeira não representa apenas uma luta, mas, principalmente, a união da leveza da dança, com o canto coletivo, com a percussão, e com a plasticidade do corpo, todos típicos da cultura africana’, continua. ‘A capoeira é uma expressão cultural afro-brasileira que ritualiza movimentos de artes marciais, jogos, dança e música’, resume.

Gonzalez, explica que a capoeira começou a ser praticada na época dos quilombos. ‘Os negros fugiam e enquanto ficavam escondidos no mato, ficavam treinando para estar preparados para quando chegassem os captores para levá-los de volta’, explica. ‘O movimento representa a resistência do negro contra a escravidão’, completa.

ACAPRAS

A escola, localizada no bairro Jardim Aeroporto, há pelo menos 15 anos, vêm realizando o resgate cultural e histórico dessa dança afro-brasileira na cidade de Campo Mourão. João Francisco, o Mestre Peixe, está treinando cerca de 30 alunos no Projeto e mais 26 na Academia. ‘Qualquer pessoa pode praticar a capoeira. A partir de cinco anos já começamos o treinamento e, em três meses, já dá para sentir os resultados’, informa.

(Ari Mendonça)