Autismo: antes e depois do diagnóstico

Nos últimos anos houve um aumento significativo nos diagnósticos de autismo, também nomeado como Transtorno do Espectro Autista (TEA,) por manuais como o DSM. O autismo geralmente apresenta sinais nos primeiros anos de vida e entre suas características está a dificuldade de sociabilidade (habilidade social), comprometimento da comunicação, comportamento estereotipado, entre outras.

Com o aumento de diagnósticos, as inquietações sobre o autismo aumentaram e com elas a necessidade de compreender sua origem, identificação dos sinais e tratamentos. Existem alguns estudos que apontam para fatores genéticos, com ampla heterogeneidade genética e fenotípica, uma pré-disposição, misturados a fatores ambientais e relacionais, enfim, o que é conhecido é que não sabemos ao certo sua origem.

Ao receber o diagnóstico a primeira questão é: E agora? O que fazer? É necessário, por parte do profissional, dois olhares, para a família que terá papel fundamental no desenvolvimento do autista e para o próprio autista. São inúmeros tratamentos possíveis com diversos profissionais (psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, entre outros), mas o que é consenso nesta interdisciplinaridade e nas teorias é descobrir a existência do TEA o quanto antes para que se possa intervir de maneira imediata.

Existem alguns estudos ainda que apontam para o risco de sofrimento psíquico na mais tenra infância, possibilitando assim, intervenções adequadas ainda no primeiro ano de vida, como é o caso do protocolo PREAUT, originado na França, que possibilita a identificação de sinais de risco psíquico para o desenvolvimento da criança, entre eles o autismo, e pode ser aplicado em bebês de 0 a 18 meses possibilitando a intervenção imediata. É importante ressaltar que ainda que seja um protocolo, como no caso do PREAUT, ou critérios diagnósticos como no caso do DSM, é necessário compreender esse sujeito na sua singularidade, pois em psicologia cada caso é único e necessita desse olhar singular.

Vale ressaltar que, esta discussão será o tema de uma live promovida pelo Curso de Psicologia da Faculdade Unicampo, nesta sexta-feira 25/06. Para a Coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Unicampo, Drielle Sanches, “o tema a ser abordado é extremamente relevante para compreendermos o Autismo. A nossa convidada, Erika Parlato Oliveira é referência mundial no tema, tendo muito a compartilhar e ensinar. Falaremos sobre antes e depois do diagnóstico do autismo, de uma maneira acessível a toda comunidade.” As inscrições podem ser feitas pelo site www.faculdadeunicampo.edu.br