Bolsa Família atende 3 mil em CM e tem quase 500 bloqueados

Secretária Marcia Calderan explica que o cadastro precisa ser atualizado anualmente – Foto: Clodoaldo Bonete/Tasabendo.com

O Programa Bolsa Família contempla 3.140 famílias carentes em Campo Mourão, com distribuição total de R$ 523 mil pelo governo federal, por meio do Ministério da Cidadania. No entanto, por falta de atualização do cadastro, 481 famílias tiveram seus benefícios cancelados.

A Secretária de Assistência Social, Márcia Calderan de Moraes explica que o cadastro precisa ser renovado anualmente para evitar o bloqueio. “Quem não faz a renovação perde o benefício, que é bloqueado pelo Ministério da Cidadania e não pelo Município de Campo Mourão”, explica ela.

Para facilitar o cadastramento e a renovação, a secretária informa que o atendimento passará a ser descentralizado junto aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Até então, as famílias precisavam se deslocar até a Secretaria de Ação Social, na área central.

“A partir deste mês de fevereiro, a renovação e mesmo o cadastro único poderá ser feito em qualquer um dos CRAS, que estão localizados na Asa Leste, Lar Paraná e na área central. É uma forma de facilitar para quem mora nos bairros mais afastados do centro”, diz Márcia.

CADASTRO ÚNICO

Márcia orienta as pessoas sobre a importância do Cadastro Único, que é a porta e entrada para vários programas sociais, como Bolsa Família, programa Leite das Crianças, Tarifa Social de Energia, de água, entre outros.

“O Cadastro Único é um instrumento que identifica as famílias de baixa renda no município, por meio de um banco de dados que garante direito em programas sociais a nível federal, estadual e municipal”, afirma.

Com base no Cadastro Único, o governo passa a conhecer melhor a realidade social e econômica dos municípios. Nele são registradas informações como características da residência, identificação de cada pessoa, escolaridade, situação de trabalho e renda.

BOLSA FAMÍLIA

Criado em 2003, o Bolsa Família é um programa de transferência de renda do governo federal que tem o objetivo de combater a extrema pobreza no país. Em 2020, o Orçamento da União prevê que R$ 29,5 bilhões sejam pagos em benefícios do programa.

O público-alvo do programa é formado, prioritariamente, por famílias que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 89 mensais, e de pobreza, com renda entre R$ 89,01 e R$ 178 mensais por membro. O benefício médio pago a cada família é de R$ 189,21.

Para receber o benefício, é necessário que haja na família crianças ou adolescentes com idade até 17 anos. Para garantir o acesso ao benefício, as famílias devem seguir as condicionantes impostas pelo governo, como matrícula na escola e levar as crianças até 7 anos para serem vacinadas conforme o calendário de vacinação do Ministério da Saúde.