Professores ocupam sede da Secretaria da Educação

Foto: Luiz Fernando Rodrigues / APP-Sindicato
Atualização
Informações oficiais dão conta de que os professores foram recebidos pela Secretaria e participaram de uma reunião. Ainda não existe informação sobre o resultado da conversa, mas está confirmado que o professores desocuparam a SEED.
Ocupação
Dezenas de professores da rede estadual de ensino ocuparam na manhã desta quinta-feira (26) a sede da Secretaria de Estado da Educação (Seed), no bairro Água Verde, em Curitiba.
O grupo formado por membros da App-Sindicato, representantes de 29 Núcleos de Educação do Paraná, protesta contra alterações na distribuição das aulas e na hora-atividade anunciadas na semana passada.
Após uma reunião no sindicato, os profissionais decidiram seguir para a Secretaria. A assessoria da pasta informou que uma comitiva da Secretaria vai se reunir com os manifestantes. Os funcionários afirmam que estão trabalhando normalmente, mesmo com a presença dos professores no interior do prédio.
De acordo com a entidade sindical, o grupo que debater com a secretária Ana Seres Comin “os pontos que prejudicam os trabalhadores como a redução da hora-atividade e a punição a professores que ficaram doentes no ano passado”.
De acordo com a diretora da APP-Sindicato Elizamara Goulart Araújo, a ‘ocupação’ deve permanecer até que o governo revogue a resolução que altera a relação de trabalho. “Estamos aqui com objetivo de que a resolução 113/2017 seja revogada. O governo nos obrigou a tomar uma medida extrema”, afirma.
Nessa quarta-feira (25), a APP-Sindicato protocolou ofício endereçado à secretária da Educação, registrando contrariedade a diversos itens da resolução. A entidade pede revogação de sete pontos da resolução.
Com as mudanças propostas pelo governo, a cada 20 aulas distribuídas, cinco serão de hora-atividade, que é carga horária dedicada a atividades pedagógicas, como preparação das aulas e correção de provas.
Para a APP, a hora-atividade cairia dos 33% obrigatórios por lei para 25%.
Professores que somaram 30 dias ou mais de afastamento por qualquer motivo nos últimos três meses vão enfrentar restrições.
Os professores estatutários nessas condições não vão poder assumir aulas extraordinárias.
Os professores temporários não vão poder renovar contratos do Processo Seletivo Simplificado. As medidas foram comunicadas à APP Sindicato na noite da última segunda-feira (17), em uma reunião convocada pelo governo do estado.
Greve
No dia 11 de fevereiro, antes do início do ano letivo, será realizada uma assembleia geral, em Maringá, em que os professores vão definir quais ações serão tomadas para reverter essa situação.
Por meio de nota, a Chefia da Casa Civil afirmou na sexta-feira (20) que o governo “sempre esteve com as portas abertas para dialogar com os professores. Basta que seja definido o dia e o horário para o encontro. No entanto, até o presente momento, nenhum contato ou pedido de agenda para uma reunião foi feito à Chefia da Casa Civil”.
