Professores fazem manifesto em frente ao Núcleo de Educação de Campo Mourão
Na manhã desta quinta-feira (9) os professores da rede estadual de ensino, que iniciaram o ano letivo nesta quarta-feira (8), já fizeram uma manifestação em frente ao Núcleo Regional de Educação de Campo Mourão. Os docentes exigem 33,3% da jornada como hora-atividade, previsto na Lei do Piso, que é o tempo que o professor tem para preparar suas aulas e outras atividades docentes. ‘Temos professores adoecendo na carreira. Além deste pedido, nós também queremos 10% do PIB nacional para ser investido em educação e implementação da correção do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN de 22,22%) e melhorias na carreira dos funcionários’, afirmou a diretora da APP-Sindicato de Campo Mourão, Vilma Terezinha Pinto.
Após discurso para o grande número de professores que se amontoaram em frente ao prédio do Núcleo Regional de Educação, que fica na Rua Brasil, centro, a direção da APP-Sindicato Regional, subiu até o terceiro andar para entregar a carta reivindicações ao chefe do NRE, José Bardini Neto, que se prontificou a entregar ao governo. ‘Eu vou apresentar esta carta pessoalmente ao secretário estadual de Educação, Flávio Arns’, prometeu.
Com a manifestação, as aulas desta quinta-feira tiveram apenas 30 minutos de duração, tanto pela manhã, como à tarde e também à noite. A consequência foi um grande número de alunos perambulando pelas ruas de Campo Mourão e em grupos em frente às escolas, como no Colégio Estadual Marechal Cândido Rondon.
Outras manifestações
Neste mês, além da mobilização desta quinta, estão previstos ainda, no dia 16, Seminário de Professores Estaduais e Municipais sobre a Efetivação da Lei do Piso. Entre os dias 27 de fevereiro e 2 de março, haverá reunião dos conselhos regionais ou assembleias regionais nos Núcleos Sindicais. Para março, estão previstas atividades do Dia Internacional da Mulher (no dia 8), com a temática da reforma agrária, contra os agrotóxicos e pelo fim da violência contra as mulheres.
GREVE – Em sintonia com o movimento nacional, capitaneado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), para março está programada para o Paraná a integração ao movimento nacional de greve, para uma cobrança mais incisiva do direito garantido pela Lei do Piso (11.738/2008).
O movimento, entre os dias 14 e 16 de março, terá como eixos o pagamento do PSPN, a carreira dos profissionais da educação e o investimento, imediato, de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação pública.
(Fernando Lorenzzo)