Psicologia do Integrado oferece orientação profissional a estudantes de escolas públicas

Alunos de quatro escolas públicas participam do Programa de Orientação Profissional – Foto: NIlson Hort

A fase da adolescência é um momento de muitas dúvidas e descobertas. Nesse período, muitas possibilidades passam pela cabeça dos estudantes com relação ao mercado de trabalho, como qual graduação irá cursar e que caminhos a seguir após a conclusão do ensino médio. Uma ajuda profissional pode fazer toda a diferença nesse período, mas poucos podem contar com esse serviço devido ao seu custo.

Para proporcionar essa oportunidade durante o momento de escolhas aos alunos de escolas públicas, que não tem condições financeiras de bancar terapias, o curso de Psicologia do Centro Universitário Integrado iniciou o Programa de Orientação Profissional nas Escolas (POPI).

Com encontros semanais, 44 estudantes do ensino médio de quatro colégios de Campo Mourão participam de atividades que buscam levar os alunos a um autoconhecimento, auxiliando na escolha da profissão. A ação é desenvolvida no contraturno dos estudantes, nas próprias escolas, ministrada por 12 acadêmicos, divididos em seis grupos. Ao todo, o ciclo de atividades é composto por dez encontros, sendo semanais.

A aluna do Colégio Estadual de Campo Mourão, Katia dos Santos Oliveira, 17 anos, é uma das participantes do programa. Ela acredita que esse trabalho será muito importante para a escolha da sua carreira profissional. “Quando fiquei sabendo desse programa, achei muito diferente e já quis logo participar. Se não fosse esse projeto gratuito, eu não teria condições financeiras para fazer um acompanhamento profissional particular, mesmo eu trabalhando e minha família ajudando, não iria conseguir bancar. Estou gostando bastante das atividades. Esse é o segundo dia. Já fizemos um autoconhecimento, que, com certeza, vai me ajudar muito a me decidir para onde vou e o que realmente quero”, conta a estudante Katia.

De acordo com a coordenadora de Psicologia do Integrado, Thais Serafim, fazer uma escolha não é tarefa fácil, principalmente quando ela está atrelada a uma decisão “a vida toda”.

“A difícil decisão acarreta nos adolescentes ansiedade e angústia perante a situação vivida. Por mais que os indivíduos façam escolhas durante toda a sua existência, nota-se que é na juventude que ocorre uma pressão social no que se refere à escolha profissional. Ao adentrar na juventude, os sujeitos se veem obrigados a definir sua identidade e a traçar metas para se alcançar um projeto de vida profissional. Por meio de instrumentos psicológicos, como testes, jogos e questionários, o programa irá contribuir na elucidação de questões vividas pelos jovens, levando à escolha final”, explica a coordenadora.

Por outro lado, para os acadêmicos que coordenam as atividades, o programa é uma oportunidade de colocar em prática assuntos estudados durante a graduação. O universitário Murilo Gorri, do 8º período, conta que, por mais que os acadêmicos já tenham passado por essa fase, uma época de escolhas, é sempre uma surpresa a reação que os alunos possam ter durante esse processo. “A gente vê que eles ficam bem apreensivos, com uma grande expectativa, esperando que iremos dar um resultado específico a eles, mas, na verdade, estamos aqui para orientar e auxilia-los na escolha deles”, conclui o acadêmico Gorri.

COMO PARTICIPAR

Para este ano, as equipes para o acompanhamento estão fechadas, mas outros grupos de adolescentes serão formados em 2019. Caso algum colégio público tenha interesse em inscrever os alunos para participar, o pedagogo da escola deve enviar um e-mail para o endereço [email protected], com o assunto Programa de Orientação Profissional nas Escolas (POPI). O serviço é gratuito aos participantes e ao colégio.