Aluno do Colégio Integrado é convidado para integrar categoria de base de times italianos de futebol

O jovem deve se mudar no início do ano que vem para o novo país.
Ventos de mudança sopraram na rotina da família Kloster no último mês. O primogênito do casal Roberto e Marcielle, Felipe Bisol Kloster, 12 anos, foi convidado por dois times italianos de futebol para integrar as suas categorias de base: Juventus e Parma. A família ainda está decidindo em qual deles o jovem seguirá carreira, mas a felicidade e satisfação são visíveis no rosto de todos.
Felipe joga futebol desde criança, tendo dado seus primeiros chutes ainda pequeno, no Colégio Integrado, no qual estuda até hoje. O convite para uma pré-avaliação da Juventus surgiu por meio de um olheiro que o viu jogando em Santa Catarina. Ele foi aprovado e convidado para um outro processo avaliativo no Centro de Treinamento (CT) da Juventus, em Roma.
Felipe gosta de jogar como atacante e meio-campo e ficou impressionado com a estrutura dos times na Itália. “São muito diferentes. Eu gostei muito do CT da Juventus e dos ‘piás’”, disse ele, que ficou 12 dias dentro do clube treinando com os internos e até jogou algumas partidas contra outros times locais.
Para o pai, além da Escola Furacão Atlético Paranaense de Campo Mourão, onde Felipe treina, o Colégio Integrado também tem um papel muito importante nessa vitória. “Além de todo o incentivo moral que os professores dão, nós também contamos com o incentivo financeiro do Colégio, porque o Felipe é bolsista e, para nós, isso é um reconhecimento muito grande”, afirmou Roberto.
Segundo o professor de educação física da Instituição, Josiel Dias, o sentimento é de orgulho e satisfação. Ele conta que Felipe sempre foi um estudante destaque. No futebol, mostrou ter um talento acima da média e um domínio de bola desde pequeno. Era nítido que ele iria se destacar. “Eu fiquei muito feliz com a notícia. É muito legal saber que um aluno nosso conseguiu realizar um sonho como esse e que o Colégio Integrado faz parte dessa história”, falou Josiel.
A mãe Marcielle contou que o suporte da Instituição foi essencial durante os 30 dias em que Felipe ficou na Itália. “Foi dado todo o apoio para ele viajar e quando voltou foi assessorado pelos professores quanto às avaliações”, comentou.
Agora, o tempo é de espera. A família aguarda a documentação referente à cidadania e, enquanto isso, vai se familiarizando com o novo idioma.