Greve continua e professores acampam no centro de Campo Mourão
Os professores da rede estadual de ensino armaram acampamento na manhã desta segunda-feira (01) na Praça Getúlio Vargas.
O ato faz parte das manifestações dos educadores contra as medidas do Governo do Estado do Paraná.
A classe enfatiza que luta pela correção de seus salários e que não está pedindo aumento salarial.
Uma das professoras participantes do protesto reclama que a divulgação de salários dos docentes – feita pelo governo na internet – é falsa. “Nem todos os professoras recebem o que foi divulgado”. Segundo ela, que se identificou apenas como Marta, o governador age como um garoto com “birra” dos professores.
Para os docentes, é inaceitável voltar às aulas de mãos vazias. “Recebemos apenas balas de borracha até agora”, afirmou a educadora.
Nesta segunda-feira a classe recebeu outra “borrachada” do governador. Uma nota divulgada pelo governo diz que os professores da rede estadual, que estão em greve, terão os 33 dias de paralisação descontados no salário de junho. O texto diz que a remuneração do mês de maio foi depositada no início deste mês, mas para o próximo salário – que tem o depósito realizado no fim do mês – todos os dias serão descontados, independente do tempo em que a greve continuar.
A categoria reivindica reajuste de 8,17%, referente a inflação acumulada nos últimos 12 meses medida pelo IPCA e melhores condições de trabalho nas escolas. O estado oferece reajuste de 3,45% agora e 8,5% em janeiro.