Greve afeta aulas nas escolas estaduais de Campo Mourão; 98% dos professores cruzam os braços

O primeiro dia da greve por tempo indeterminado dos professores e funcionários estaduais afetou as aulas da rede estadual de ensino em Campo Mourão. De acordo com o sindicato da categoria, 98% das escolas aderiram ao movimento. ‘Apenas uma escola de distrito está tendo aula normal hoje pela manhã’, informou o presidente do APP Sindicato de Campo Mourão e região, Valdair Silva.

Na região, apenas Goioerê não teve uma maioria apoiando diretamente o movimento, com 40% dos funcionários em paralisação. Engenheiro Beltrão tem 98%, Ubiratã 95%, e Mamborê com 100%. ‘Essas são cidades de maior porte na região. Nas menores, os professores sofrem muita pressão do governo’, enfatizou Silva durante seu discurso na sede da entidade em Campo Mourão, onde reuniu mais de uma centena de trabalhadores na manhã desta quarta-feria (23).

O sindicato defende que o principal motivo da greve é o descumprimento pelo governo do estado de compromissos assumidos nas negociações no fim do ano passado, entre eles a inexistência de plano de saúde para a categoria. São citados oito temas de debate na pauta de reivindicações dos professores: salário, saúde e condições de trabalho, benefícios a funcionários da educação, benefícios de professores, reformulação de carreira, contratos temporários, direito a organização sindical e aspectos pedagógicos.

Em nota, a Seed divulgou nesta terça-feira (22) uma lista de quatro grandes pautas de negociação, envolvendo hora-atividade, salário, pagamento de promoções e concurso público. Em cada segmento há a previsão do impacto nos cofres públicos e o prazo de implementação (leia a nota na íntegra). Não é citada no documento a questão dos planos de saúde. O governo rebate a reivindicação dos professores de que prazos não foram cumpridos, defendendo que o que não foi honrado está em fase de implementação ou tem prazo para ser executado.